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Franca registra 1,7 mil ataques de animais peçonhentos em 2023, com uma morte

da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Arquivo/Agência Brasil
Ataques de escorpião lideram lista de acidentes com animais peçonhentos em Franca
Ataques de escorpião lideram lista de acidentes com animais peçonhentos em Franca

A região de Saúde de Franca registrou 1.776 casos envolvendo animais peçonhentos no ano passado. Uma pessoa morreu.

Picadas de escorpião lideram a lista, com 1.566 ocorrências. Em seguida, aparecem as picadas de aranha, com 78 casos; abelhas, com 48; serpentes, com 41; e lagartas e outros animais peçonhentos, com 14 casos cada um. Ainda há 15 registros que aparecem como ign/branco, ou seja, acidentes em que a cor e o tipo do animal não foram identificadas pelas vítimas.

A morte registrada na região formada por 22 municípios foi registrada em Patrocínio Paulista, no dia 25 de outrubro, quando um trabalhador rural de 51 anos morreu após ser atacado por abelhas.

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Em todo o Estado de São Paulo, 70.800 acidentes com animais peçonhentos e 23 óbitos foram notificados. Os municípios com mais registros foram Araçatuba, com 7.340 casos; São José do Rio Preto, 6.753; e Ribeirão Preto, com 4.174.

Os dados são da Secretaria de Estado da Saúde, que lançou uma ferramenta online para facilitar a localização e identificação dos 220 pontos de atendimento soroterápico para vítimas de escorpião, aranha, serpente e lagartas. O Mapa Interativo, desenvolvido pelo Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), fornece as informações necessárias para buscar ajuda em emergências, sobretudo, no período quente e chuvoso, época em que este tipo de acidente mais acontece.

Além de facilitar a localização dos pontos de distribuição de soro, o Mapa Interativo visa diminuir o tempo entre o acidente e o tratamento, possibilitando que a vítima seja levada imediatamente ao serviço de saúde mais próximo e receba o tratamento adequado em um menor espaço de tempo.

“Fatores como o aumento da urbanização, desmatamento, turismo ecológico e alterações climáticas podem estar relacionados ao crescimento de casos. O aumento da oferta de detritos alimentares proporciona um ambiente ideal para a proliferação de roedores e baratas, que por sua vez possibilita aumento do número de serpentes, escorpiões e aranhas em convívio mais próximo com o ser humano”, explica a médica veterinária do CVE, Gisele Freitas.

Crianças de até 10 anos precisam receber o soro antiescorpiônico em até 1h30 após terem sido picadas por escorpião. “Se uma criança saudável começar a chorar intensamente e aparentar muita dor, é necessário pensar em acidente com escorpião e procurar atendimento médico imediatamente”, alerta a especialista.

Serviço:
Para acessar a ferramenta, clique no endereço: https://cievs.saude.sp.gov.br/soro/

Dicas para prevenir acidentes
De acordo com a Divisão de Zoonoses do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), até 16 de janeiro deste ano, foram registrados no estado 472 casos, sendo 317 envolvendo escorpiões e os demais por animais como aranha-marrom, aranha-armadeira e serpentes.

“Neste período do ano, há condições climáticas propícias para a reprodução dos animais, uma vez que altas temperaturas e precipitações favorecem condições ambientais e maior disponibilidade de alimentos”, afirma a médica veterinária. Mas como prevenir acidentes? Veja algumas orientações a seguir:

• Usar calçados e luvas nas atividades rurais e de jardinagem;
• Examinar calçados, roupas pessoais, de cama e banho, antes de usá-las;
• Afastar camas e berços das paredes e evitar pendurar roupas fora de armários;
• Não acumular entulhos e materiais de construção;
• Limpar regularmente móveis, cortinas, quadros, cantos de parede;
• Vedar ralos, frestas e buracos em muros, paredes, assoalhos, forros e rodapés;
• Evitar plantas tipo trepadeiras e bananeiras junto às casas e manter a grama sempre cortada;
• No amanhecer e no entardecer, evitar a aproximação da vegetação muito próxima ao chão, gramados ou até mesmo jardins, pois é nesse momento que serpentes estão em maior atividade;
• Não mexer em colmeias e vespeiros;
• Caso estejam em áreas de risco de acidente, contatar a autoridade local para a remoção.

O que fazer em caso de acidente?
• Levar a vítima imediatamente ao serviço de saúde mais próximo para que possa receber o tratamento adequado em tempo;
• Lavar o local da picada com água e sabão;
• Não fazer torniquete ou garrote;
• Não furar, cortar, queimar, espremer ou fazer sucção no local da ferida;
• Não aplicar folhas, pó de café ou terra (pode provocar infecções);
• Não ingerir bebida alcoólica, querosene ou fumo, como é costume em algumas regiões do país;
• Se não oferecer risco, acondicionar o animal em frasco tampado ou fotografá-lo para facilitar a identificação e tratamento adequado.

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