EM SÃO PAULO

Ex-policial de Franca preso por envolvimento com quadrilha está em presídio de policiais

da Redação
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Reprodução
Rogério Camilo Requel: preso na última sexta-feira, 26, em São Paulo
Rogério Camilo Requel: preso na última sexta-feira, 26, em São Paulo

Está em um presídio especial para policiais o ex-policial civil de Franca que estava foragido, Rogério Camilo Requel, de 41 anos. Ele foi preso na última sexta-feira, 26, em São Paulo.

Por ser um ex-policial, Rogério tem a prerrogativa de ficar numa penitenciária especial, que não recebe presos comuns.

Rogério é acusado de envolvimento com uma quadrilha de agiotagem que atuava em Franca e que foi desmantelada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) juntamente com a PM, em novembro do ano passado.

Na sexta-feira, quando foi preso no bairro Aclimação, na capital, pelo Gaeco/Franca e pela Corregedoria da Polícia Civil, Rogério estava em um apartamento, que usava como esconderijo. Segundo informações, ele não apresentou nenhuma resistência à prisão, e não foi localizada nenhuma arma com o ex-policial.

Rogério ficará preso em São Paulo. Caso necessário, os promotores farão uma audiência virtual para colher depoimentos.

Agiotagem em Franca
Na época da deflagração da operação, os promotores revelaram que a quadrilha agia com violência. O ex-policial seria o responsável por fazer as cobranças e intimidar os devedores.

"A diferença para a quadrilha da Operação Maré Alta é que esta organização agia com mais violência. Eles usavam um policial civil para amedrontar e ameaçar as vítimas", afirmou o promotor Rafael Piola.

O ex-policial civil pediu e foi exonerado do cargo público no mês de setembro, antes da operação. Os promotores do MP informaram que essa organização criminosa era formada por núcleos familiares. Os agiotas seriam tios e sobrinhos, e cada um tinha uma função específica no esquema. Segundo o Gaeco, era usado capital próprio dos membros da quadrilha para movimentar a organização.

Os juros eram variados, calculados em cima de cada empréstimo, podendo ir de 8% até 30%. "A partir do momento em que havia o investimento e começava a girar, ao longo dos meses, o retorno, é natural que haja lavagem de dinheiro. Então, usavam nomes de terceiras pessoas, os ditos laranjas, para contas bancárias, cheques, veículos e imóveis... Tudo isso é natural por conta da grande movimentação de valores", disse o promotor Adriano Mellega.

Segundo o Gaeco, as quebras bancárias dos investigados mostraram uma movimentação aproximada de R$ 36 milhões nos últimos três anos.

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