DECISÃO

Justiça condena a 3 anos homem que matou motociclista que seguia para batizado em Franca

Por Pedro Baccelli | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
Arquivo pessoal
Edson Cultri Rocha, vítima do acidente na rodovia Anhanguera
Edson Cultri Rocha, vítima do acidente na rodovia Anhanguera

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo condenou o engenheiro Guilherme Macedo Ribeiro a 3 anos, 4 meses e 20 dias de prisão em regime aberto pela morte do vendedor Edson Cultri Rocha, de 28 anos, durante acidente de trânsito na rodovia Anhanguera, em Ribeirão Preto, no dia 8 de março de 2020.

Edson pilotava uma Honda Titan com destino a um batizado em Franca, quando, na altura do km 315 da Anhanguera, foi atingido na traseira pelo Ford Focus, da cor prata, que Guilherme dirigia alcoolizado, por volta das 5h30. Segundo a sentença, o motorista retornava de uma festa em Nuporanga com um amigo, que, embriagado, dormia no banco traseiro.

A intensidade do impacto fez com que a motocicleta ficasse presa nas ferragens do carro a cerca de 130 metros do ponto de colisão. Edson foi lançado ao asfalto da rodovia, sendo atropelado por outro veículo e morrendo no local. A noiva, Patrícia Borges Gimenes, que estava na garupa, foi arremessada para o gramado próximo à pista. Sobrevivente, ficou com sequelas do acidente.

Com o pretexto que telefonaria ao pai, Guilherme deixou o amigo no local do acidente, desceu um barranco da rodovia e foi para a casa de uma prima. O pai do infrator compareceu e informou aos policiais que o filho havia fugido “porque estava apavorado com o acontecido”. Um boletim de ocorrência foi registrado.

Guilherme foi condenado por homicídio culposo (art. 302), lesão corporal culposa na direção de veículo automotor (art. 303) e fugir do local do crime sem prestar socorro (art. 305). Além da prisão em regime aberto, a condenação suspendeu o seu direito de dirigir pelo prazo de 2 anos, 8 meses e 20 dias.

A decisão foi proferida pela juíza Ilona Márcia Bittencourt Cruz no dia 10 de janeiro.

Defesas
A reportagem abriu espaço para manifestações dos advogados de defesa e acusação.

"A sentença está aquém da expectativa das famílias e, por isso, será objeto de recurso no Tribunal para aumento da pena", disse Adauto Casanova, advogado da família da vítima.

Já a defesa do condenado não se manifestou até a publicação deste texto.

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Comentários

5 Comentários

  • Dirceu 26/01/2024
    Semi aberto com suspensão da CNH????? então não foi condenado a nada.. o cara vai ficar de boa... vai dirigir como se nada tivesse acontecido... vai tomar todas e correr o risco de matar mais alguém. Só pobre vai pra cadeia nesse país... se fosse um pobre que tivesse matado o motoca, com certeza, já estaria preso, pois não tem dinheiro pra pagar advogado pilantra que inventa historinhas pra juiz acatar. É uma vergonha e até um incentivo pro povo continuar enchendo a cara e dirigindo por aí!
  • o original 26/01/2024
    Só 3 Anos , absurdo isso! o cara acabou não só com uma vida mas com varias e principalmente , a vida das pessoas que amavam o Edson nunca mais foi a mesma por conta dessa terrível imprudência , onde esta a justiça nisso ?
  • Rodolfo Liberti 25/01/2024
    Uma pessoa morre e outra fica com sequelas. É uma tragédia. O responsável, bêbado, não teve intenção. Crime culposo. Isso foi a resposta justa?
  • Antonio 25/01/2024
    Vai continuar dirigindo embriagado e matando ... país da impunidade. E o pai acobertando os crimes do filho assassino.
  • Isaura das dores 25/01/2024
    É uma pena que uma pessoa perdeu a vida por causa de um falta de responsabilidade de outra por dirigir embriagado.A justiça devia ser mais rigorosa porque a vida de uma pessoa vale muito, principalmente por seus familiares que ficou com a dor.