A primeira reunião entre o Sindicato dos Sapateiros e o representante patronal para negociar o reajuste salarial da categoria em Franca está prevista para ocorrer no dia 1° de fevereiro. Com a data-base fixada no dia 1° de março, o encontro servirá para terminar de elaborar o calendário de reuniões das discussões de 2024.
Os sapateiros pedem a reposição da inflação mais 7% de aumento real como reajuste salarial. A categoria aguarda a divulgação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) correspondente a março de 2023 até fevereiro de 2024, para realizar a somatória. O percentual das perdas no período deve ser divulgado a partir do dia 15 de março.
O setor busca criar um vale-alimentação para os funcionários. Os possíveis valores ainda não foram discutidos. A pauta aborda o aumento do abono escolar referente a 2025 – o benefício foi de R$ 334,83 neste ano. Já a PLR (Participação nos Lucros Reais) subiria das atuais 110 horas para 220 horas. Fechando os itens principais, a manutenção de todas as cláusulas garantidas da convenção trabalhista anterior.
O sindicato patronal recebeu a pauta com as reinvindicações dos trabalhadores no dia 8 de janeiro. “Estamos analisando as reinvindicações junto à diretoria. Vamos realizar todo o empenho junto aos empresários, em assembleia, para que possamos chegar ao denominador comum”, disse o presidente do Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca), José Carlos Brigagão, em matéria publicada pelo Portal GCN/Rede Sampi no dia 11 de janeiro.
O presidente do Sindicato dos Sapateiros, Wellington Paulo de Oliveira, diz que a expectativa é positiva para a reunião. “Nós estamos esperançosos. Empresas contratando, pode ser que não seja toda categoria, mas boa parte está contratando. Uma vez que está faltando mão de obra especializada é porque os trabalhadores já estão empregados”.
O sindicato patronal não apresentou nenhuma contraproposta até o momento. A indústria calçadista emprega cerca de 13,8 mil funcionários formalmente em Franca.
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