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Passos de Esperança: família pede ajuda para tratamento do filho de apenas 1 ano

Por Igor Araújo | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
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Tratamento é extenso e com um custo muito alto, prevendo uma jornada de 10 anos, com quatro etapas cruciais aos 2, 4, 8 e 12 anos de idade
Tratamento é extenso e com um custo muito alto, prevendo uma jornada de 10 anos, com quatro etapas cruciais aos 2, 4, 8 e 12 anos de idade

Miguel Freitas Santos, um menino de 1 ano e 11 meses, natural de Cássia (MG), enfrenta uma jornada desafiadora desde os primeiros dias de sua vida. Diagnosticado com uma condição rara chamada hemimelia fibular bilateral, Miguel é afetado por uma anomalia no desenvolvimento dos membros, caracterizada pela ausência parcial ou total de uma das extremidades ósseas, geralmente a fíbula e osso da perna.

A descoberta dessa condição ocorreu durante o ultrassom morfológico, quando seus pais Laura Freitas e Antonio Santos perceberam que os pezinhos do pequeno Miguel estavam fora do comum. Inicialmente, a suspeita recaiu sobre o pé torto congênito, uma condição menos complexa, mas logo ficou claro que a ausência de formação óssea estava causando a deformidade nos pezinhos, conhecida como pé torto.

"No ultrassom morfológico, com 26 semanas, a gente já percebeu que ele tinha os pezinhos tortos. Aí, a gente fez um outro ultrassom e viu que era nas duas perninhas, que estava faltando ossos. Mas o diagnóstico final, a gente só teve quando ele nasceu. No nascimento, verificou-se que ele só tinha quatro dedinhos em cada pé e, com o raio-X, já viu que faltava a fíbula do lado direito e, do lado esquerdo, ela estava encurtada", conta a mãe Laura.

Hoje, Miguel enfrenta dificuldades diárias, caminhando de joelhos, devido à falta de sustentação. O diagnóstico exigiu um tratamento delicado e complexo, incluindo cirurgias, alongamento ósseo e fisioterapia. O tratamento é extenso e com um custo muito alto, prevendo uma jornada de 10 anos, com quatro etapas cruciais, aos 2, 4, 8 e 12 anos de idade. O processo visa a proporcionar a Miguel a oportunidade de andar, correr e levar uma vida plena.

O acompanhamento do pequeno Miguel, que começou no Hospital Sara Kubitschek, em Belo Horizonte (MG), pelo SUS (Sistema Único de Saúde), revelou a necessidade de intervenção especializada. Apesar das várias trocas gessadas e esforços para corrigir a deformidade, a hipertrofia não foi alcançada. Ficou evidente que a cirurgia era essencial, mas a escassez de vagas no SUS e a não realização do alongamento ósseo na idade de Miguel levaram a busca por tratamento particular.

"Ele ficou com as duas pernas engessadas praticamente desde que nasceu. E aí acabou que quando tirou o gesso, o pezinho estava muito virado e foi identificado que tinha que fazer a cirurgia mesmo. Só que no SUS não teria vaga para agora e eles também não fazem o alongamento ósseo nessa idade. A gente foi procurar o tratamento particular, que tem um centro especializado em Curitiba, e lá eles têm ótimos resultados e são especialistas nessa condição do Miguel, que é muito rara. No caso dele, é mais raro ainda porque é bilateral, nas duas perninhas", afirmou Laura

A família conta que, na região, os médicos optam por um tratamento mais radical e que, por isso, o Cero (Centro de Excelência de Reconstrução Óssea), em Curitiba, é uma opção para Miguel

"A gente descobriu esse Centro de Excelência de Reconstrução Óssea, lá em Curitiba, onde eles já tiveram casos mais complexos que o Miguel, e com ótimos resultados, que a criança pode andar de bicicleta, correr, andar. E aqui na região, os médicos indicam a amputação e a colocação de próteses, que é um tratamento mais radical e conservador. Esse tratamento que a gente está procurando em Curitiba é um tratamento mais novo, mais moderno", contou Laura.

O custo da primeira etapa do tratamento é estimado em R$ 294.804,30, e a família, com o apoio de cerca de 120 pessoas que contribuíram com aproximadamente R$ 15 mil, busca arrecadar fundos para cobrir os procedimentos necessários. E há a urgência para iniciar o tratamento até os 2 anos de idade.

Para participar da vaquinha e ajudar o tratamento de Miguel, clique neste link.

Miguel Freitas Santos, um menino  de 1 ano e 11 meses natural de Cássia (MG)
Miguel Freitas Santos, um menino de 1 ano e 11 meses natural de Cássia (MG)
Miguel é afetado por uma anomalia no desenvolvimento dos membros, caracterizada pela ausência parcial ou total de uma das extremidades ósseas
Miguel é afetado por uma anomalia no desenvolvimento dos membros, caracterizada pela ausência parcial ou total de uma das extremidades ósseas
família que mora na cidade de Cassia conta que criaram uma vaquinha online para poder custear todo o tratamento de Miguel
família que mora na cidade de Cassia conta que criaram uma vaquinha online para poder custear todo o tratamento de Miguel

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