Em meio a uma agenda superlotada, não foi nada fácil conseguir uma entrevista com o ele, o Papai Noel. Mas como eu fui uma boa menina durante o ano, me comportei direitinho e ainda tive uma ajudinha preciosa, o Bom Velhinho abriu um espacinho para um rápido bate-papo.
Com origem turca relacionada à figura de São Nicolau de Mira - um bispo nascido em 280 d.C. que deixava moedas perto das chaminés de pessoas carentes -, o Papai Noel tem uma capacidade incrível de se adaptar a cada cultura e localidade por onde passa.
E como a gente sabe que grandes distâncias não são problema pro Noel, vir da Finlândia, região bem ao norte da Lapônia, para Franca, não foi problema. Ele conta que veio de trenó, que está devidamente guardado. As renas estão descansando porque daqui a pouco é hora de voltar para casa, relaxar e ler um bom livro com histórias de Natal. Pelo menos é o que ele deseja, antes que a correria comece outra vez em 2024...
A seguir, você confere um pouco desse papo lúdico e imaginativo, com a licença poética que a data permite. Ho, ho, ho...
Bom, Noel. Primeiro, gostaria de agradecer por ter achado um espacinho em sua agenda para falar com a gente. Como o senhor conseguiu?
Papai Noel - Olha, está uma correria gigante. Neste ano, mais gente vai ganhar presente e isso significa mais trabalho pra mim. Sorte que eu tenho bastante ajuda dos meus Duendes, que ficaram lá na Lapônia dando os retoques finais. Enquanto isso, a gente segue aqui falando com as crianças, que estão cada vez mais criativas nos seus pedidos. Mas consegui conciliar as coisas.
Franca fica bem longe do Polo Norte. Como senhor vem para cá?
Papai Noel – Você sabe que distância não é problema, né? (Ho, ho, ho...) Minhas renas são muito rápidas e meu trenó é muito confortável. Enquanto fico aqui, elas, as renas, estão descansando, porque daqui a pouco voltamos para casa.
E o que o senhor está achando de Franca?
Papai Noel – É uma cidade muito acolhedora, com um povo maravilhoso. Gosto muito de Franca. Tanto que em datas especiais da cidade, antes do Natal, venho de forma disfarçada para passear e rever a cidade.
Sem revelar nomes para não infringir sua ética natalina, quais presentes os francanos mais pedem?
Papai Noel – Muito amor, carinho, paz e união. E as crianças pedem brinquedos e mais brinquedos (ho, ho, ho). Mas tenho ano tenho me emocionado com alguns pedidos dos pequenos. Um menino me pediu um tablet, mas para entregar depois do Natal para que o pais não o quebrasse. Também recebi pedidos de uma criança para que a mãe fosse curada do câncer, outro pediu para que o avô operasse e outra para que o pai voltasse para casa...
E o senhor acha que dá para atender?
Papai Noel – A gente sabe que, infelizmente, algumas coisas não dependem do Papai Noel. Mas dentro do espírito que o Natal proporciona, atendemos o que é possível.
E que presente o senhor acha que Franca merece?
Papai Noel - Franca é uma cidade maravilhosa. Mas precisa da união das pessoas para prosperar mais. Então, daria muito amor, paz, resiliência... Mas os francanos também merecem mais empregos, mais renda, mais desenvolvimento.
Invertendo as coisas: que presente Franca poderia dar ao senhor?
Papai Noel – Manter o espírito natalino durante o ano todo. Nessa época a gente fica mais solidário com as pessoas. Mas muita gente precisa de solidariedade o ano todo. Esse seria um presente maravilhoso!
E quando esse corre-corre passar, o que o Papai Noel vai fazer para descansar?
Papai Noel – Relaxar (ho, ho, ho). Voltar para casa, tirar as botas e o casacão, ler um bom livro com histórias natalinas e tomar muito chocolate quente.
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