VITÓRIA!

Alunas de Franca ganham prêmio nacional com projeto de apoio a autistas

da Redação
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Reprodução
Beatriz Barros, Maria Eduarda Augusto e Beatriz da Silva Lara e os professores Henrique Pereira e Cláudio Molina com o banner de 'Finalistas'
Beatriz Barros, Maria Eduarda Augusto e Beatriz da Silva Lara e os professores Henrique Pereira e Cláudio Molina com o banner de 'Finalistas'

Beatriz Angélica Ferreira Barros, de 16 anos, Maria Eduarda Silva Augusto, 16, e Beatriz da Silva Lara, 17, alunas da Escola Estadual Angelo Scarabucci, de Franca, venceram a 10ª edição do Solve For Tomorrow Brasil. Orientadas pelo professor Henrique Pereira em parceria com o professor Cláudio Molina, elas desenvolveram um protótipo para controlar o nível de ruído em sala de aula, a fim de contribuir com o desenvolvimento acadêmico de estudantes com transtorno do espectro autista (TEA).

A equipe criou um dispositivo visual que é acionado quando o volume do barulho alcança 85 decibéis, alertando a turma para que diminua o ruído. A ideia surgiu na disciplina eletiva da escola, em que os alunos são incentivados a pensar em situações-problema para a criação de soluções por meio de projetos em iniciação científica. Em um dos encontros mensais com os professores orientadores de cada turma, uma das questões foi o excesso de barulho, que compromete o processo de aprendizagem dos alunos. Sabendo disso, as três estudantes responsáveis pelo projeto também levantaram os impactos dessa problemática para os alunos com autismo e hipersensibilidade sonora.

"Trata-se de um projeto voltado à saúde e à diversidade, pois estamos falando de uma iniciativa que envolveu toda a movimentação da turma para identificar e atender às necessidades individuais dos alunos com autismo e sensibilidade auditiva. Eles têm empatia pelo outro e se solidarizam, ao ponto de criar um dispositivo visual que é aplicado em sala de aula", afirma Henrique Pereira, professor de biologia e orientador da equipe. "Fizemos testes que duraram cerca de seis semanas e registramos uma redução de 35% no ruído da sala em que o dispositivo foi instalado. Agora a ideia é expandir para outras salas".

"O projeto desenvolvido pelos alunos de Franca está diretamente relacionado à saúde, mas também a questões sociais, como integração e diversidade em ambiente escolar. Essa é uma iniciativa que nos inspira e comove, pois mostra como a inovação e a educação, atreladas à empatia, podem gerar mudanças tão positivas e significativas na vida das pessoas", afirma Anna Karina Pinto, diretora de Marketing Corporativo da Samsung Brasil. "Esse é um ótimo exemplo de projeto que atende aos objetivos do Solve For Tomorrow, que busca desenvolver as habilidades dos estudantes ao mesmo tempo em que promove mudanças positivas no mundo".

"O trabalho com projetos na escola, como é proposto pelo Solve for Tomorrow, incentiva um olhar atento para o território, para as pessoas que nele convivem. Isso envolve questões como diversidade, equidade e bem-estar", acrescenta Beatriz Cortese, diretora-executiva do Cenpec, organização responsável pela coordenação geral do programa no Brasil. "Nessa proposta da equipe de Franca, vemos isso acontecendo na prática, em conexão com o fazer científico e com os conteúdos trabalhados em sala de aula".

Ciência e pesquisa
Henrique Pereira acredita na importância do programa para reconhecer os esforços dos jovens estudantes ao adentrarem o campo da ciência e da pesquisa. "Com o desenvolvimento desses projetos, estimulamos o protagonismo dos alunos para que eles observem suas realidades e se sintam capazes de modificá-las na comunidade onde vivem. Além disso, há pouco interesse do jovem em fazer pesquisa e ciência, mas o Solve For Tomorrow nos ajuda a plantar essa semente neles. No futuro, essas alunas podem se tornar pesquisadoras que resolvem problemas ainda maiores na sociedade. As pessoas falam muito sobre o potencial de transformação da educação, e esse é o melhor exemplo", conclui.

O programa de cidadania 
O Solve For Tomorrow Brasil é um programa de cidadania corporativa da Samsung conhecido por estimular alunos e professores do ensino público a criarem soluções para demandas reais da sociedade utilizando a abordagem STEM (sigla em inglês para Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática).

Está no país desde 2014 e, na 10ª edição, tem uma programação composta por webinars, workshops e mentorias para ajudar os participantes a alcançarem seus objetivos aplicando possíveis melhorias a seus projetos. No total, a iniciativa já envolveu 173 mil estudantes, mais de 36 mil professores, e mais de 6.600 escolas públicas. E, em 2023, registrou um aumento de 50,92% no número de alunos inscritos, em comparação ao ano anterior.

A edição brasileira do Solve For Tomorrow conta com uma rede de parceiros, como a representação no Brasil da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco no Brasil), da Rede Latino-Americana pela Educação (Reduca) e da Organização de Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura no Brasil (OEI), além do apoio do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a coordenação geral do Cenpec.

Para saber mais sobre o programa, a iniciativa está presente no Facebook, Instagram e YouTube.

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