A Justiça decidiu não conceder a prisão domiciliar a Douglas de Oliveira Guimarães, acusado de agiotagem na operação Castelo de Areia realizada pelo Gaeco, no último dia 24. Segundo o Ministério Público, a defesa apresentou laudos médicos alegando que Douglas tem um tumor maligno e precisa de tratamento médico especializado. O suspeito se apresentou na CPJ (Central de Polícia Judiciária) com sua advogada no ultimo dia 5. No entanto, o juiz analisou os laudos médicos e considerou que o relatório não justifica a necessidade de tratamento que não possa ser feito na prisão.
Além disso, o juiz mencionou que, mesmo com a condição de saúde de Douglas, ele estava envolvido em negócios financeiros ativos e recentemente viajou para Roma (Itália) e Frankfurt (Alemanha), o que sugere estabilidade em sua saúde. O juiz também destacou que a liberdade provisória, mesmo em prisão domiciliar, poderia representar risco para o andamento do processo criminal, como interferência nas provas e possíveis tentativas de comunicação com vítimas e testemunhas.
Assim, o pedido de prisão domiciliar foi rejeitado, mas o juiz deixou aberta a possibilidade de revisão caso haja mudança no quadro de saúde de Douglas. O processo continua aguardando resposta à acusação.
Segundo o Ministério Público, Douglas de Oliveira Guimarães, juntamente com seu pai, Ezequias Bastos Guimarães, atuava diretamente na concessão dos empréstimos a usuários e fazia cobranças ameaçadoras dos devedores inadimplentes, sendo um dos líderes da organização criminosa desde 2020.
Além de Douglas, outros quatro acusados também já estão presos: Evanderson Lopes Guimarães, Ezequias Bastos Guimarães, Bruno Bastos Guimarães e Leomabio Paixão da Silva. Seguem foragidos o ex-policial civil Rogério Camillo Requel e Ronny Hernandes Alves dos Santos.
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