DENÚNCIA

Trabalhadores dizem que são vítimas de trabalho análogo à escravidão na região de Franca

da Redação
| Tempo de leitura: 1 min
Arquivo/GCN
Trabalhadores afirmam que o salário por produção é inferior ao prometido durante contrato
Trabalhadores afirmam que o salário por produção é inferior ao prometido durante contrato

Três trabalhadores alegam que são vítimas de trabalho análogo à escravidão. Os homens saíram do Nordeste após receberem a proposta para trabalharem em uma lavoura de laranja em Itirapuã, a cerca de 30 km de Franca. Eles foram contratados em julho, junto com outros cinco indivíduos, por um homem identificado como Tiago.

Segundo os relatos dos trabalhadores, Tiago os enganou com promessas que contrastam com a realidade encontrada. As garantias inicialmente apresentadas incluíam condições de jornada de trabalho de segunda a sexta-feira; salários de R$ 2 mil a R$ 3 mil, conforme a quantidade de laranja colhida; alimentação; moradia adequada; pagamento da passagem de vinda à região e registro na carteira de trabalho.

No entanto, ao chegarem à lavoura de laranja em Itirapuã, os trabalhadores se depararam com outro cenário. A moradia, por exemplo, tem apenas dois quartos e um banheiro para serem compartilhados entre dez homens. Além disso, as jornadas de trabalho ultrapassam 9 horas diárias, sem pausa para o almoço, com jornada de trabalho até aos sábados.

Eles também afirmam que o salário por produção é inferior ao prometido e a refeição fornecida é apenas uma marmita pequena com arroz, feijão e dois pedaços de carne, às 5h da manhã.

Os trabalhadores desejam voltar ao Nordeste, porém, o contratante informou que, caso voltem às cidade de origem, os trabalhadores devem pagar a passagem de vinda ao Estado de São Paulo e de volta, inviabilizando o retorno.

O caso está sendo investigado pelas autoridades.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários