A Justiça determinou, através de liminar, o afastamento de dois diretores de uma entidade de acolhimento para crianças e adolescentes que presta serviço para os municípios de Patrocínio Paulista e Itirapuã, cidades vizinhas a Franca.
A decisão é resultado de uma ação civil pública movida pelo promotor Túlio Vinícius Rosa. O caso aconteceu no período de junho a agosto deste ano, na entidade Sonho de Criança.
De acordo com as investigações, ficou comprovado que, durante o período em que morou no espaço, uma adolescente foi diariamente submetida à exploração sexual para manter seu vício em crack. Nas dependências da entidade, ela produzia conteúdo sensual e pornográfico, expondo a si mesma e também a outras crianças por meio da internet.
De acordo com o promotor, os profissionais do local não adotaram qualquer cautela para impedir a indevida exposição das imagens dos acolhidos, sendo que uma das cuidadoras não só permitia a entrada de drogas no local como fazia uso da substância na companhia da adolescente.
Uma das dirigentes da instituição de acolhimento também contrariou todas as recomendações técnicas em relação à adolescente e a levou à Festa do Peão de Patrocínio Paulista. De lá, a jovem fugiu, sendo posteriormente espancada em via pública por diversos rivais. A diretora ainda fez contatos com o traficante com quem a adolescente mantinha relação de dependência e divulgou informações sigilosas sobre investigações em andamento na Promotoria.
Com a decisão judicial, os envolvidos ficam impedidos de participar de qualquer chamamento ou procedimento licitatório relativo a serviços envolvendo crianças e adolescentes na Comarca de Patrocínio Paulista.
Já a entidade teve sua inscrição no Conselho Municipal da Criança e do Adolescente suspensa, ficando vetada em novos cadastros ou repasses de valores públicos até o julgamento definitivo do processo.
A entidade Sonho de Criança também possui outras duas unidades em Cristais Paulista e Restinga, além de Itirapuã e Patrocínio Paulista.
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Comentários
1 Comentários
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JOIAS DAS ARÁBIAS 02/11/2023Isso me lembra o depoimento dado ao Uol por uma pessoa homossexual que, frequentou uma certa igreja que lhe prometeu a tal cura gay. Disse a pessoa que, para cada seção, os líderes da igreja lhe cobravam fortunas. Até que um dia a pessoa se tocou e percebeu que a sua hosexualidade não era doença, pois apenas a tornava diferente e não em uma pessoa inferiror,. Percebeu também o quanto estava sendo enganada e explorada por aqueles ditos religiosos. E, é isso que ocorre com muita frequência, ou seja, usa-se o discuro de amor a Deus e a família, mas praticam-se atos que estupram o discurso defendido, além de ter como meta a exploração econômica dos cofres públicos e das próprias pessoas em situação de vulnerabilidade. Quem diria!!! dependentes químicos viraram fonte de grana para espertalhões, os mesmos que certamente pregam o discurso de amor a Deus, pátria e família.