O Ministério Público Federal (MPF) recomendou à Prefeitura de Franca a adotar medidas para zerar a fila de pessoas esperando o diagnóstico de transtorno do espectro autista (TEA) e a oferecer pleno atendimento aos pacientes que aguardam para o início ou a continuidade do tratamento na rede pública de saúde.
Famílias usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS) enfrentam dificuldades para começar ou continuar o tratamento de pacientes com TEA no município. Neste mês de outubro, mais de 130 pessoas aguardam o agendamento para serem atendidas no Centro Especializado de Reabilitação (CER II), uma das unidades de tratamento da cidade.
Segundo a psicóloga Lívia Aires, a demora no diagnóstico pode ser prejudicial ao paciente, principalmente no nível um do transtorno. “Elas aparentam ser típicas, mas não são. Elas tem algumas limitações em relação à parte de socialização e falta de filtro social. Quando não tem o diagnóstico, as pessoas as taxam de mal-educado, excêntrico, de mal-humorada”.
Além disso, o MPF também recomendou a capacitação de médicos, enfermeiros, psicólogos, fonoaudiólogos e outros profissionais da saúde na atenção básica para identificar, diagnosticar e encaminhar as pessoas com TEA para o tratamento de crianças, adolescentes e adultos.
Garantir esse tratamento é essencial, pois pessoas com TEA necessitam do tratamento para a vida inteira. “Quando o indivíduo não está em psicoterapia, quando não está fazendo o uso da medicação, há uma desorganização psíquica desse indivíduo. Isso se dá pela pausa do tratamento ou mesmo pela demora do tratamento correto”, afirma a psicóloga.
Caso a Prefeitura de Franca não acate a recomendação, pode sofrer com medidas judiciais, como o ajuizamento de ação civil pública.
Prefeitura
Procurada, a prefeitura de Franca prometeu se pronunciar nesta terça-feira, 31, por meio da Secretaria de Saúde. Assim que recebermos a resposta, a matéria será atualizada.
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