PUBLIEDITORIAL

Hospital do Câncer no Outubro Rosa: referência em tratamento de câncer de mama


| Tempo de leitura: 8 min

Unidade Oncológica pertencente ao Grupo Santa Casa de Franca – o Hospital do Câncer há 21 anos tem sido uma importante referência em tratamentos de persos tipos de câncer, entre eles o câncer de mama, que recebe uma campanha específica nesse mês do OUTUBRO ROSA, com foco no incentivo à prevenção e apoio durante o tratamento.

Na cidade de Franca, o Hospital do Câncer proporciona uma frequência grande de consultas multidisciplinares, de realização de exames diagnósticos, de cirurgias para o câncer, sessões de radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia, entre outros. Isso traz um impacto global relevante na sobrevida dos pacientes por conta de uma estratégia de acompanhamento mais adequada. O nível de capacitação que os tratamentos oncológicos exigem só é encontrado em centros oncológicos dedicados. Após persas ampliações, o Hospital do Câncer conta hoje com uma infraestrutura moderna e bem equipada, impactando positivamente a vida de toda a sociedade local e evitando que as famílias precisem se deslocar para outros centros quando o câncer é detectado.

CÂNCER DE MAMA: Informações gerais, prevenção e tratamento


por Dra. Maria Virgínia Thomazini de Figueiredo
Médica mastologista do Hospital do Câncer de Franca, com formação pelo Instituto Europeu de Oncologia (Milão, Itália), UNICAMP (Campinas, SP), Hospital das Clínicas da USP (Ribeirão Preto, SP) e Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás, titular e associada da Sociedade Brasileira de Mastologia

• A importância das campanhas
O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres em todo o mundo. A- campanha do Outubro Rosa tem como objetivo pulgar informações sobre essa doença. Além de fortalecer as recomendações para a prevenção e rastreamento, reforçamos a importância do diagnóstico precoce e suporte adequado às pessoas com suspeita ou confirmação da doença. Também é um momento importante para chamarmos a atenção de nossos governantes a respeito das disparidades no diagnóstico e tratamento que ocorrem em nosso país. Precisamos falar sobre as dificuldades de acesso às medidas preventivas, ao diagnóstico rápido e ao tratamento adequado pela população assistida pelo Sistema Único de Saúde. Todas as mulheres afetadas por essa condição precisam de apoio. A união de todos - gestores, profissionais da saúde e população em geral, é fundamental no enfrentamento do câncer de mama.

• Fatores de risco para o câncer de mama e hábitos de vida adotados como prevenção à doença
Existem fatores que aumentam o risco para o desenvolvimento do câncer de mama. Alguns deles nós não conseguimos controlar. São eles: sexo feminino - para cada 100 mulheres diagnosticadas com câncer de mama, há apenas 1 homem com o mesmo diagnóstico; idade - o risco aumenta à medida que envelhecemos, mulheres acima dos 50 anos têm maior risco de desenvolver a doença devido a exposições acumuladas e a mudanças biológicas relacionadas à idade; predisposição genética - algumas mulheres herdam mutações genéticas que aumentam o risco para desenvolver a doença ao longo da vida; história familiar e pessoal de câncer de mama; tecido mamário denso; raça e cor - mulheres brancas, geralmente, são mais propensas a desenvolver o câncer de mama do que as negras; menarca (primeira menstruação) precoce e menopausa tardia - são fatores endócrinos que aumentam o tempo de exposição da mulher ao hormônio estrogênio, aumentando o risco para a doença.

Os fatores de risco modificáveis, por sua vez, são aqueles relacionados aos hábitos de vida. As condições que aumentam o risco para o câncer de mama que são passíveis de serem controladas são: obesidade ou sobrepeso durante a vida adulta; sedentarismo; alimentação ruim, com excesso de ultraprocessados e carne vermelha; ingestão de álcool; tabagismo; e uso prolongado de terapia hormonal. Gestar antes dos 30 anos e amamentar os filhos por tempo prolongado são fatores que protegem contra o câncer de mama.

A combinação de alguns desses fatores aumenta substancialmente o risco para o desenvolvimento do câncer de mama. Identificar quais são eles e entender sua função na origem da doença nos ajuda a tomar melhores decisões sobre as modificações nos hábitos de vida de cada inpíduo. Praticar atividade física, reduzir a ingestão de bebidas alcoólicas, controlar o peso corporal e manter uma dieta saudável são medidas imprescindíveis para prevenir o câncer de mama. Também ajudam as mulheres que já tiveram a doença a tolerarem melhor o tratamento e a reduzirem as chances de o câncer retornar.

• Detecção precoce, medidas apropriadas
Quando o câncer de mama é diagnosticado em estágios iniciais, as chances de cura podem chegar a 95%. Recomenda-se, portanto, a realização mensal do autoexame das mamas para que pequenas anormalidades possam ser detectadas precocemente, em mulheres de todas as faixas etárias. Atenção deve ser dada para a presença das seguintes alterações: caroço ou endurecimento palpável no seio; alterações na pele da mama como espessamento, mudanças na coloração e retrações, percebidas como “covinhas” nos seios; alterações no mamilo como feridas que não cicatrizam, coceira persistente e retração; saída de sangue pelo mamilo. Nem todo câncer de mama é detectável à palpação, sendo necessário o exame preventivo com mamografia. O rastreamento mamográfico anual é recomendado para as mulheres de risco habitual entre 40 e 74 anos. Acima de 75 anos deve ser reservado para as que tenham expectativa de vida maior que sete anos. Vale ressaltar que o rastreamento deve ser inpidualizado para as mulheres com risco maior que o habitual, como em pacientes que possuem mamas densas, portadoras de mutação genética, com forte história familiar, entre outros.

• O câncer de mama acomete somente mulheres ou também homens? Nesse caso, o que os homens podem fazer quanto aos hábitos e também quanto a diagnósticos? As instruções são iguais para ambos os sexos?
Os homens também podem desenvolver o câncer de mama. Para cada 100 mulheres com a doença, 1 homem receberá o mesmo diagnóstico. Para eles, não há indicação de rastreamento com exames como existe para as mulheres. Os homens devem adotar as mesmas medidas preventivas associadas ao estilo de vida e devem observar a presença de alterações em suas mamas, especialmente o surgimento de nódulo endurecido nas mamas ou axilas. Na presença desse sintoma, o homem deve procurar pela avaliação de um mastologista. Os procedimentos adotados para o diagnóstico e tratamento do câncer de mama no homem são semelhantes ao que é feito para as mulheres.

• Tipos de câncer de mama
É importante ressaltar que o câncer de mama é uma entidade muito heterogênea. Existem vários tipos diferentes da doença, que se apresentam clinicamente de diferentes formas e também são tratados de maneira distinta. O carcinoma ductal da mama é o tipo mais comum da doença, e pode ser in situ ou invasivo. O carcinoma in situ é um câncer que começa no ducto da mama e não cresce no restante do tecido mamário. Já o termo câncer de mama invasivo (ou infiltrante) é usado para descrever qualquer tipo de câncer de mama que se disseminou no tecido mamário circundante, adquirindo a capacidade de desenvolver metástase, se não for tratado. Dos tumores invasivos, o carcinoma ductal invasivo é o tipo mais comum de câncer de mama, representando 80% dos tumores infiltrantes. Atualmente, não basta identificarmos o tipo da doença para definirmos o melhor tratamento. Quando o câncer é o invasivo, é importante entendermos o subtipo da doença, o que muda as decisões terapêuticas em cada caso. Os tumores invasivos podem ser de subtipo luminal, tipo de câncer que expressa receptores hormonais em suas células, permitindo que responda ao tratamento com hormonioterapia; tumores HER2, que superexpressam a molécula HER2 em sua membrana e apesar de comportamento mais agressivo que os luminais, costumam responder muito bem a quimioterapia e a terapia alvo anti-HER2; triplo negativo, tipo de câncer que não expressa receptores hormonais ou HER2, sendo um subtipo heterogêneo, mais associada a mutação genética BRCA1, e em boa parte dos casos respondem bem à quimioterapia.

• Terapias utilizadas no combate a esse câncer

Para tratar o câncer de mama utilizamos a cirurgia, os medicamentos e a radioterapia. Como já foi dito, por ser uma doença heterogênea, que envolve vários tipos distintos, o tratamento também deve ser inpidualizado de acordo com a doença e com as características inpiduais de cada pessoa. Nem todas as mulheres com câncer de mama devem fazer a retirada de toda a mama, quimioterapia (foto) e radioterapia. A cirurgia, em geral, é indicada para todos os casos. Em muitos deles, quando o tumor é diagnosticado precocemente, é possível retirar a parte da mama doente (cirurgia conservadora ou quadrantectomia), sem a necessidade de retirar todo o órgão (mastectomia). Quando o diagnóstico é feito no início da doença e caso seja uma doença de comportamento menos agressivo, a quimioterapia pode ser evitada. Quando ela é necessária, o tratamento com quimioterapia antes mesmo da cirurgia tem sido cada vez mais utilizado. A radioterapia, por sua vez, é indicada quando não houve a retirada de toda a mama na cirurgia ou, nos casos em que houve necessidade de mastectomia, quando a doença apresenta comportamento mais agressivo.

• Importância da unidade oncológica
A centralização do tratamento de pacientes com câncer nos hospitais oncológicos justifica-se por proporcionar uma aplicação melhor dos processos de cuidados recomendados. Para o câncer de mama, estudos já demonstraram que a taxa de sucesso no tratamento do câncer de mama está significativamente associada ao atendimento em hospitais de alto volume ou centro oncológicos. Por isso, a grande importância do Hospital do Câncer de Franca para a população de Franca e mais 20 municípios da região, oferecendo toda sua estrutura tecnológica, médica, técnica e multidisciplinar.

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Serviço:
Hospital do Câncer de Franca
Av. Pres. Vargas, 2953, Jd. Petráglia - Franca/SP | Segunda a sexta-feira das 7h às 22h30
Telefone: (16) 3712-3063 / 3065 / 3067 | www.santacasadefranca.com.br


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