Lideranças do setor calçadista de Franca, Jaú, Birigui e Santa Cruz do Rio Pardo se reuniram com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), nesta quinta-feira, 5, no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo.
A reunião contou também com a presença dos secretários de Governo e Relações Institucionais, Gilberto Kassab, e da Fazenda e Planejamento, Samuel Kinoshita, da deputada estadual Delegada Graciela (PL), do presidente do Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca), do prefeito Alexandre Ferreira (MDB) e de prefeitos de cidades polos produtores de calçados.
Mais uma vez, os empresários apresentaram um diagnóstico do setor e solicitaram redução de impostos, isonomia tributária, combate à pirataria e ao mercado informal de trabalho, linhas de financiamento e programas de qualificação de mão de obra.
A deputada Graciela, que intermediou o encontro, disse que o Estado tem que socorrer as empresas, que são grandes geradoras de emprego. “A indústria calçadista de São Paulo está sendo destruída por causa da guerra fiscal. Franca perdeu quase dez mil empregos na última década, e muitas empresas fecharam as portas ou se mudaram para outros Estados em busca de incentivos”.
O governador prometeu montar um grupo de trabalho para definir um cronograma de ações de incentivo ao setor calçadista que serão empregadas de maneira escalonada.
José Carlos Brigagão preferiu se manifestar sobre o resultado da reunião através de nota divulgada pelo Sindifranca, que diz: “Governador Tarcísio de Freitas firmou seu compromisso de campanha com os presentes para ajudar o setor coureiro calçadista. No entanto, mencionou que em razão da Lei Orçamentária Anual, a Responsabilidade Fiscal e a queda da arrecadação de impostos no ano de 2023, não será possível atender o pleito do setor de forma integral e imediata. Ficou definido então a criação de uma frente de trabalho em conjunto com a secretaria de desenvolvimento, secretaria da fazenda e equipe técnica das entidades representativas. Será estabelecido um cronograma de ações e estudos para paulatinamente organizar melhorias para o setor de forma responsável, respeitando os limites do orçamento do Estado. Finalizou que ao final do ano de 2024, quando se encerram os benefícios fiscais, fará uma revisão de tais benefícios para remanejar os recursos necessários com a finalidade de combater a guerra fiscal e recuperar o setor calçadista”.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.
Comentários
2 Comentários
-
Vergonha 07/10/2023Até parece que os empresários do calçado de Franca podem cobrar algo. Os caras usam meia nota até hoje! #canalhas -
JOIAS DAS ARABIAS 07/10/2023Somos um mundo globalizado e, o protecionismo de mercado tão praticado no século XX, já não é mais possível. As tecnologias em transportes e em comunicações proporcionam as empresas total mobilidade, de modo que migram para onde os custos sejam menores. Por outro lado, o Estado não pode abrir mão de tributos, pois caso contrário estaria comprometendo a oferta de serviços básicos. Outro aspecto que também chama à atenção é a sujeição dos trabalhadores a salários de fome, o que certamente inviabiliza a formação de um robusto mercado de consumo, prejudicando as próprias empresas. Ou seja, temos um futuro sombrio.