Na última semana, a cidade de Franca tem testemunhado um aumento alarmante nos casos de violência contra a mulher. Recentemente, duas tragédias chamaram a atenção para essa questão.
Dois feminicídios ocorreram em uma única semana, ambos resultado da recusa em aceitar o fim de relacionamentos. Além disso, outras duas mulheres foram agredidas por namorados.
Números recentes revelam uma tendência perturbadora. No primeiro semestre deste ano, foram registrados aproximadamente 400 pedidos de medidas protetivas na cidade, um aumento significativo em relação aos 526 pedidos registrados em todo o ano anterior.
A violência contra a mulher não é apenas um problema local, mas um reflexo de uma questão mais ampla que afeta todo o país. Os altos números de casos de agressão e feminicídio demonstram que a sociedade ainda tem um longo caminho a percorrer para garantir a segurança das mulheres. As histórias desta semana de vítimas como Tamaris Araújo, que levou dois tiros de seu ex-namorado por não aceitar o término do relacionamento, e Eduarda, cujo corpo foi incendiado pelo marido, são trágicos exemplos desses horrores.
Projetos Sociais
O Creas (Centro de Referência Especializado em Assistência Social) tem desempenhado um papel importante na abordagem desses casos em Franca. No primeiro semestre de 2023, o órgão atendeu 304 mulheres vítimas de violência doméstica. Esses números mostram que as vítimas estão buscando ajuda.
A iniciativa "ProteAção", baseada nas leis estaduais 17621/23 e 17635/23, lideradas por Caroline Siqueira e Julia Nascimento tem sido uma saída para as mulheres. Elas fornecem suporte, orientação e auxiliam na busca por justiça.
A líder do projeto, Caroline Siqueira, disse que a violência contra a mulher em Franca é um problema que não pode mais ser ignorado. "Os casos chocantes de feminicídio e agressões graves destacam a urgência de ações para enfrentar essa epidemia."
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.