Anúncios de ventiladores tomaram conta das vitrines das lojas no Centro de Franca. As pessoas disputavam as sombras das árvores da praça Nossa Senhora da Conceição, enquanto muitos se refrescavam com picolé. Tudo para combater o calor recorde. A quarta-feira, 20, registrou a maior temperatura do ano na cidade, 34,4ºC, segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).
Na quarta, por volta do meio-dia, o Centro estava movimentado, e o que chamava a atenção era a opção dos transeuntes escolhendo os caminhos com mais sombras para andar. O centro da praça matriz estava quase desértico, enquanto as regiões sombreadas pelas copas das árvores não deixavam espaços nos bancos para quem chegasse.
Em volta da praça, nas lojas, os vendedores relataram que os francanos não paravam de entrar para procurar por ventiladores. Segundo uma vendedora, na loja em que trabalha, em frente à Concha Acústica, a cada minuto havia um cliente novo procurando pelo aparelho. “Aqui não dá paz, eu e meu colega de trabalho, responsável pelo setor de ventiladores, atendemos um cliente atrás do outro”, relatou.
A versão da vendedora se confirmava com todos as caixas de som das ruas chamando para compra de ventiladores.
Mais picolés
Os picolezeiros que dão voltas na praça, onde se aglomeram as pessoas embaixo das sombras das árvores, relatavam que suas vendas cresceram muito. José Freire, de 58 anos, vende picolés sempre que pode no Centro, já faz cinco anos. Segundo ele, suas vendas cresceram cerca de 30 a 40 unidades a mais no dia.
“Normalmente a gente anda o dia todo aqui e custa vender os 50 que a gente tem. Mas com esse calor, graças a Deus, eu preciso até ir em casa para buscar mais”, disse José.
Assim como ele, Amilton Carvalho, 32, é motoboy e o que mais tem levado em suas corridas são pedidos de açaí pela tarde. “O pessoal quer saber é do doce e do gelado. Nesse calor, ninguém aguenta não. É o açaí de tarde e a cerveja de noite, só assim”, brincou o motoboy.
E assim como o entregador, os motoristas de aplicativos passam por um verdadeiro desafio dentro de seus carros durante o calorão.
Rodinei Alves é motorista há três anos, e normalmente trabalha pela parte da manhã. “É complicado ficar horas e horas sentado no carro. Se fechamos os vidros, por conta do ar-condicionado, o sol queima os braços. Se deixamos abertos, o mormaço do asfalto entra para dentro do veículo”, disse.
E o calor deve aumentar ainda mais. Nesta quinta-feira, 21, os termômetros do Inmet marcavam 33,7ºC às 14 horas, apontando para nova quebra no recorde de dia mais quente do ano. Segundo o Climatempo, a temperatura vai subir nos próximos dias, até bater 38ºC na segunda-feira, 25.
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