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Namorada de químico morto a facadas em abril é presa em Franca

Por Alex Henrique | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/Polícia Civil - Arquivo/GCN
Suéllen Preda da Silva, namorada de Carlos Miras quando foi assassinado, foi presa acusada de participação no crime
Suéllen Preda da Silva, namorada de Carlos Miras quando foi assassinado, foi presa acusada de participação no crime

Namorada de Carlos Henrique Miras na época em que o químico foi assassinado, em abril deste ano, Suéllen Preda da Silva, de 30 anos, foi presa nesta segunda-feira, 18, por agentes da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca, acusada de planejar o crime com uma amiga.

Suéllen estava com mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça em agosto, e se encontrava foragida. A Polícia Civil recebeu a informação de que ela estava na casa de parentes na Vila Santa Cruz, em Franca, sendo localizada pelos investigadores Paulo Sérgio Rodrigues e Luciano Tavares.

A mulher teria planejado, junto com a amiga Vanessa Fernandes da Silva, presa desde 31 de julho, um assalto a Carlos Henrique para obter uma quantia em dinheiro. “Elas decidiram que Suéllen sairia com a vítima na noite do crime, e eles fariam o assalto assim que o casal deixasse o motel”, explicou o investigador Paulo Rodrigues.

A quadrilha, porém, não imaginava que Carlos Henrique reagisse à abordagem dos falsos assaltantes. Com isso, segundo a polícia, os dois rapazes convocados para o crime, Adren Henrique Cruz Silva, 20 anos, namorado de Vanessa, e Mateus Alex Rodrigues, de 19 anos, esfaquearam o químico, que ainda tentou dirigir seu carro, mas bateu contra um alambrado na avenida Presidente Vargas.

Mateus é o único dos acusados de envolvimento com o crime que permanece foragido, e não há pistas sobre seu paradeiro. As investigações sobre o caso estão praticamente concluídas, e o inquérito deverá ser remetido à Justiça pelo delegado Márcio Murari.

Segundo as investigações, Suéllen foi o ponto de partida. A mulher, que receberia ajuda financeira da vítima, comentou sobre sua situação à amiga, que então teria arquitetado o plano para um assalto. Convocou o namorado e mais dois rapazes – um deles ainda não identificado – para o roubo.

Na noite do crime, abordaram Carlos e a namorada após o casal sair de um motel. A vítima teria reagido ao assalto e foi esfaqueada, sendo encontrada nas imediações do Hospital do Coração com pelo menos oito perfurações no corpo, dentro do carro, que bateu em uma cerca.

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