Um pai de um aluno de quatros anos da cidade de Claraval-MG (a 23 km de Franca) procurou a Polícia Militar para registrar um boletim de ocorrência, após o seu filho ser esquecido dentro do ônibus escolar.
Marcos Marcelo de Souza, de 29 anos, é o pai da criança e revela que na sexta-feira, 8, o filho não chegou em casa depois do final do período escolar como de costume, por volta de 17h05 a 17h10.
O pai do aluno relatou os momentos de tensão com o sumiço do filho. “Nós estávamos desesperados procurando o menino, correndo atrás desde às 17h30, andando atrás para ver onde ele tinha descido, se ele tinha descido em algum ponto. Ligando para quem estava no ônibus”, afirma Marcos.
Segundo o pai, ele chegou a pular no galpão onde estava o ônibus, porém, o veículo estava trancado dentro desse espaço. "Tinha um de fora, olhei para ver se era o que ele estava dentro, mas não era, aí quando foi 19h, mais ou menos, que eles, com o motorista, foram lá abrir o galpão, já tudo escuro, nenhuma luz acesa”, relata.
Marcos afirma que, neste momento, o filho foi localizado no interior do ônibus e que a criança “estava chorando, tremendo e abraçado com sua mochila”, diz o pai.
De acordo com o relato do pai, o filho deitou e dormiu no banco do ônibus e não foi visto pelos funcionários responsáveis pelo transporte.
“A diretora da escola que estava no ônibus, ela disse que olhou por cima dos bancos e não viu ninguém nos bancos”, comentou Marcos, sobre a resposta da diretora para o esquecimento do filho.
O pai relatou que o filho não quer ir à escola mais de ônibus e que agora de imediato não vai ser forçada essa opção de transporte. Marcos revelou que a Secretaria de Educação informou que vai auxiliar a criança para ser acompanhada por um psicólogo.
Nota oficial da Prefeitura
A Prefeitura de Claraval foi procurada para comentar o caso, e enviou a seguinte nota: "A prefeitura Municipal de Claraval, e a Secretaria Municipal de Educação, vem a público esclarecer a respeito do episódio ocorrido no dia 08/09/2023 (sexta-feira). Informam que os funcionários já foram afastados de suas funções e estão sendo tomadas todas as providências cabíveis para apurar os fatos. E que se solidariza com os responsáveis do menor pelo ocorrido."
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.
Comentários
3 Comentários
-
Luciana Voloxen 12/09/2023Gente... mas 4 anos tinha de ter algum responsável esperando no ponto de chegada. A criança desce sozinha? se o pai estava no ponto não perguntou \"cadê meu filho?\" -
Indignada 11/09/2023Pois é.... Viver no automático da nisso! Cabe ao motorista, professor, diretor conferir cada assento ao final da viagem. Ter uma lista de quem subiu no ônibus no dia e ser riscado assim que descer no final do horário. Seria uns minutos a mais que não atrapalha ninguém, mas a pressa de encerrar o expediente acaba nisso! -
José Roberto 11/09/2023Como é que é??, olhou e não viu a criança?, ou não olhou direito?, ou nem olhou??, então a criança é invisível ??. Conta essa história direito, rapaz, fala a verdade que vc nem olhou, ou vai dizer que a culpa é da criança que não desceu do ônibus??. ISSO É UMA IRRESPONSABILIDADE INACEITÁVEL, volte pra roça pra tirar leite de onde vc veio, pelo menos lá a vaca é grande demais pra você dizer que não viu ela.