O caso da professora que discutiu com uma aluna de 13 anos com deficiência intelectual em uma escola estadual de Sales Oliveira, a 62 km de Franca, agora passará a ser investigado pela Polícia Civil.
De acordo com o delegado André Barbosa, que responde pela delegacia da Polícia Civil da cidade, a abertura do inquérito tem como finalidade investigar o caso, ouvir a professora, a escola e a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo.
“Ela não foi ouvida (professora). Já abri ofícios para a escola e também para a Secretaria de Educação, para ver o que foi feito na escola, se tem outras testemunhas. Saber se já teve outros casos envolvendo a professora”, afirmou o delegado.
O delegado disse que ainda não tem uma data definida para que o inquérito seja concluído, e que a investigação visa entender o caso com mais detalhes.
Segundo a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, a professora envolvida na confusão da escola foi afastada dos trabalhos de sala de aula. Em nota, afirmou que repudia toda e qualquer forma de agressão dentro ou fora do ambiente escolar e que houve contato com os pais da aluna após o ocorrido. “Uma apuração foi aberta, e ao final do processo, a docente poderá ter seu contrato rescindido”, afirmou a Secretaria.
Relembre o caso
A confusão aconteceu na quinta-feira, 24, em uma sala do 7º ano da Escola Estadual "Capitão Getúlio Lima”. A discussão foi gravada por um aluno, e o vídeo viralizou.
As imagens gravadas dentro da sala de aula mostram a estudante inclinada sobre a mesa, quando a professora em pé se aproxima. A estudante reage com o braço contra a professora. Na sequência, a educadora arranca a mesa e se altera com a estudante mandando ela ir para a diretoria da escola.
A família da estudante registrou um boletim de ocorrência nesta segunda-feira, 28. Ao G1, os pais da estudante afirmaram que não foram acionados pela direção da escola sobre a suspensão da aluna e relataram que a jovem tem depressão e toma remédios controlados.
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