EDUCAÇÃO

Prefeitura suspende escola infantil da 'professora falsa' por tempo indeterminado

Por Gabriel Garcia | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Alex Henrique/GCN
Escola de Educação Infantil Magia das Letras, no Jardim Redentor, zona Norte de Franca: suspensa
Escola de Educação Infantil Magia das Letras, no Jardim Redentor, zona Norte de Franca: suspensa

Denunciada na última terça-feira, 22, para a Secretaria Municipal de Educação, por manter uma falsa professora no seu quadro, a Escola de Educação Infantil Magia das Letras está suspensa por tempo indeterminado por quebrar as normas do contrato com a Prefeitura de Franca. As 20 crianças que eram atendidas pela escola foram remanejadas em outras instituições da cidade.

O assunto, que virou caso de polícia, foi encaminhado à Prefeitura de Franca, onde duas pessoas eram suspeitas de atuar com identidades e diplomas de pedagogia dos quais não eram titulares. Os fiscais validaram as denúncias. Nesta terça-feira, 29, uma semana após, a Prefeitura publicou no Diário Oficial do Município a resolução do caso, com a suspensão definitiva da creche.

No artigo 2 da resolução, fica definido que a suspensão tem vigência por período indeterminado. O artigo 4 confirma o “descumprimento contratual” por parte da Escola de Educação Infantil Magia das Letras. A portaria entrou em vigor no dia 25 de agosto de 2023.

Uma mulher de 31 anos se passava por professora na escola infantil, localizada no Jardim Redentor, zona Norte da cidade. Após a confirmação do caso, a Prefeitura rompeu o convênio do programa “Mais Creches” com o estabelecimento e fez um parecer com a secretária de Educação, na quinta-feira, 24. A outra suspeita havia sido demitida pela escola antes da fiscalização, segundo o boletim de ocorrência.

“A Secretaria de Educação, por meio da supervisão escolar, acompanha e fiscaliza criteriosamente todas as escolas, tanto as particulares de Educação infantil quanto as credenciadas no programa Mais Creches, entidades de creches parceiras da Prefeitura. Nesta semana ocorreu esse fato, nós nos deparamos em uma das visitas da supervisão de ensino com a documentação em uma escola particular de educação infantil que não condizia com o que nós estávamos verificando no momento. Foi um caso isolado, nós tomamos todas as medidas legais imediatamente”, disse Marcia Gatti, secretária da Educação. Ainda segundo a secretária, o caso da escola no Jardim Redentor “foi um caso isolado”.

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Comentários

1 Comentários

  • JOIAS DAS ARABIAS 30/08/2023
    Ouvimos sempre o discurso de que a privatização e a terceirização dos serviços públicos são a saída para termos melhores serviços e, mais baratos. Apenas discurso, pois na prática o que constatamos é a corrupção, o encarecimento dos serviços e a baixa qualidade. Certamente, os professores são contratados por salários de fome. Como esquecer o falso médico que atuou em Franca e, de cujas mãos pessoas perderam suas vidas? No que deu as investigações? Nada! Nadinha mesmo! Saúde e educação são obrigações do Estado e, aqueles que estão a sua frente são imensamente muito bem pagos para fazer com que isso ocorra. Basta termos uma sociedade de cidadãos e não de idiotas ignorantes, para que essas autoridades sejam cobradas e devidamente responsabilizadas pelas suas omissões e incompetências. Afinal, o que é público não é gratuíto, e sim muito, mas muito bem pago pelos impostos, sobretudo, cobrados das faixas de menor renda. Até porque, os mais ricos pagam pouco ou nenhm imposto sobre as suas grandes fortunas.