A violência contra profissionais da área de Saúde, que resultou em lesões a uma enfermeira e um médico, praticamente, foi ignorada pelos vereadores na sessão da Câmara Municipal de Franca na manhã desta terça-feira, 29. O tema só não passou totalmente em branco porque a vereadora Lurdinha Granzotte (União) repercutiu a gravidade do assunto ao usar a Tribuna. Della Motta (Podemos) também chegou a comentar o assunto abordado pela colega.
O caso de agressão contra trabalhadores da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Jardim Aeroporto aconteceu na última sexta-feira, 25, quando um homem, acompanhado de outras seis pessoas, tentou entrar na área restrita para ver a avó. Ao receber o aviso dos funcionários que já havia um acompanhante com a paciente, o rapaz passou a quebrar cadeiras e agredir os seguranças, enfermeiras e até um médico, que levou um soco no rosto.
Por conta da gravidade e da onda de violência contra profissionais públicos – dias atrás foi contra uma professora dentro da escola -, a própria Prefeitura vem se reunindo com a categoria para buscar alternativas e mais seguranças para os servidores. Um grupo de profissionais da área da Saúde chegou a fazer um protesto nesta segunda-feira, 28, em frente ao prédio da Secretaria de Saúde, pedindo mais segurança aos trabalhadores.
Lurdinha Granzotte, que é a procuradora da recém-criada Procuradoria da Mulher da Câmara de Franca, disse que a violência praticada na unidade de saúde contra os profissionais é inconcebível. “Ninguém respeita ninguém mais. Como que um servidor vai sair de casa para trabalhar com medo? Arrancaram tocha de cabelo da enfermeira. Pedimos ao prefeito (Alexandre Ferreira, MDB) que escute esses servidores, eles estão querendo a volta da Guarda Municipal, que impõe mais respeito e estão treinados para qualquer situação. Tem concurso, é só chamar”, disse a vereadora.
Lurdinha ainda cutucou a própria Câmara pelo silêncio sobre o caso. “Ela (enfermeira) foi agredida, ninguém comenta. Se fosse ao contrário, essa Tribuna estaria cheia de pessoas para falar. Quero deixar meu repúdio a toda e qualquer tipo de violência”.
Dos 15 vereadores, outros seis - além de Lurdinha - se inscreveram para o uso da Tribuna, mas apenas Della Motta chegou a abordar a questão. “Essa Casa de Leis está sempre indicando caminhos. Falamos da atividade delegada, do mau pagamento dos vigilantes. É inadmissível um servidor ser agredido. Aliás, não é só servidor não, qualquer pessoa sendo agredida é inaceitável”, disse o parlamentar, que é o presidente da Comissão de Assuntos de Segurança Pública da Câmara.
Representantes da categoria e Prefeitura têm nova reunião marcada para esta terça-feira, para discutir a questão da segurança nas unidades de saúde da cidade.
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