Um grupo de profissionais da área da Saúde realizou um protesto em frente à Secretaria de Saúde de Franca na manhã desta segunda-feira, 28. Os servidores municipais pedem mais segurança nas unidades de saúde da cidade.
O movimento ocorre no primeiro dia útil depois que um homem em fúria agrediu enfermeiros, atendentes e quebrou cadeiras na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Jardim Aeroporto, na última sexta-feira, 25.
No dia, o homem estava acompanhado de outras seis pessoas. Por volta das 2h da madrugada, o agressor tentou entrar na área restrita para ver a avó, que estava sendo assistida, mas não foi possível por conta que a paciente já estava com um acompanhante. Após ser impedido por seguranças e funcionários, ele começou a quebrar tudo.
Os profissionais que não puderam se juntar ao movimento protestaram de alguma forma durante o expediente de trabalho, alguns usando roupas pretas por baixo do jaleco e outros registrando imagem com os braços cruzados.
A técnica em enfermagem Fabiana Cristina Claudino Ferreira, representante dos servidores, disse que os profissionais precisam de mais segurança em todas as unidades de saúde. “Coloraram essa empresa de vigilância, mas eles não têm nenhum tipo de suporte, porque no dia em que a enfermeira apanhou, eles simplesmente apanharam junto com os funcionários”, disse.
Fabiana acredita que o novo sistema de segurança terceirizado pela Prefeitura é falho. “A gente acredita que a volta da Guarda Municipal seria melhor, porque eles estão mais preparados, têm mais recursos para nos resguardar. Todas as unidades estão ficando abertas até as 19h e em algumas UBSs estão entrando vândalos, moradores de rua, pessoas ameaçando os funcionários. A segurança está precária na Saúde, na Educação”, disse.
Raquel da Conceição dos Santos Silva, também técnica em enfermagem, lamenta as agressões contra seus colegas e contra o médico, que chegou a levar um soco do homem. Ela pede melhor segurança. “Infelizmente a enfermeira ficou muito machucada. A gente ficou muito triste, estamos todos muito indignados. Isso não pode acontecer, jamais. Nós estamos ali trabalhando, salvando vidas, inclusive naquele momento um paciente estava sendo intubado”, contou.
Raquel acrescentou que os familiares dos servidores também estão preocupados com a falta de segurança nas unidades. “Todos nós temos família. Nossas famílias estão preocupadas de a gente ir trabalhar e, de repente, as pessoas voltarem para fazer outras coisas. A profissional ficou machucada, com o olho roxo, arrancaram o cabelo dela. Ela está afastada, está passando pelo médico. Isso é traumatizante”.
Durante o protesto, a secretária de Saúde, Waléria Mascarenhas, recebeu um grupo de servidores e representantes sindicais da categoria. Marisol Silvério, vice-presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, que participou da reunião, informou que a Prefeitura vai exigir capacitação dos seguranças das empresas terceirizadas e instalação de câmeras de segurança nas unidades de saúde.
“Ficou estabelecido que vai ser exigido da empresa terceirizada de segurança que todos os funcionários tenham o diploma do curso, vestimenta, quais tipos de equipamentos que eles vão poder usar, treinamentos. Também foi prometida a instalação de câmara de segurança nas unidades de saúde”, explicou Marisol.
Em nota, a Prefeitura reforçou “que a secretária Waléria Mascarenhas recebeu e dialogou com um grupo de servidores, na manhã desta segunda-feira. Comunica que o assunto está sendo tratado pela Prefeitura”.
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Comentários
3 Comentários
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Dilaine moraes 29/08/2023Isso que dá, colocarem empresa que não pagam os funcionários, não dão os equipamentos de trabalho necessários, sem contar que colocam pessoas que não tem curso. \"Não existe fiscalização\". -
Marcondes dantas 28/08/2023seguranças fuleiros, tem que melhorar isso dai -
José Roberto 28/08/2023Os CRAS também são abandonados. Não há segurança nenhuma para os servidores.