PROTESTO

Sindicato e PCB pedem saída da secretária de Educação; Prefeitura descarta

Por Jéssica Reis | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
GCN/Sampi
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Professores reunidos na porta da Secretaria de Educação na manhã desta quarta-feira, 16
Professores reunidos na porta da Secretaria de Educação na manhã desta quarta-feira, 16

Os francanos estão vivendo momentos intensos na área da educação. Ameaças de paralisação e casos de agressões e denúncias relacionadas à segurança das escolas estão se acumulando, provocando grande demanda para a secretaria de Educação, comandada por Márcia Gatti.

Nesta terça-feira, 15, o grupo sindical Unidade Classista e o partido político PCB (Partido Comunista Brasileiro) se juntaram para publicar uma nota de repúdio às recentes declarações da secretária.

A nota diz ser “inaceitável” a postura da secretária de Educação, e que a resposta para os professores foi em “tom” de ameaça. Para eles, Márcia Gatti ameaça os professores com cortes salariais caso escolham fazer uma paralisação em protesto contra a falta de segurança em escolas de Franca.

“É com indignação que testemunhamos a agressão sofrida por uma professora, tornada pública recentemente, cuja à resposta de Márcia foi que orienta a docência e os pais a registrarem um boletim de ocorrência, seguida pelo afastamento da professora da sala de aula, revelando sua incompetência em liderar uma secretaria tão importante”, destaca a nota.

O protesto ocorreu na manhã desta quarta-feira, 16, e segundo o sindicato, teve como foco reivindicar pontos importantes para os professores como segurança nas escolas; Regimentos internos sólidos; Flexibilidade para licenças justificadas; Respaldo da Secretaria Municipal de Educação (SME); Reunião com os pais; Diálogo eficaz com os responsáveis e Implantação de um sistema de gestão eficiente.

Para os membros do sindicato, a paralisação é uma ação legítima, pois as demandas solicitadas afetam diretamente a qualidade de ensino. “A atitude da Secretária demonstra seu desprezo pela categoria docente, que se dedicam diariamente ao nobre ofício de educar e, muitas vezes, sacrifica tempo com suas famílias para cumprir sua missão crucial na sociedade. Lembramos à Sra. Marcia Gatti que os professores e professoras que hoje optarem pela paralisação são indivíduos comprometidos e responsáveis, e que a seriedade e dedicação à educação são a razão de sua luta contra a gestão ineficiente da secretaria sob sua liderança”, diz a nota.

No final do documento, o sindicato e o partido PCB declaram que a Secretária de Educação de Franca não tem legitimidade para a função e "exigem" que Márcia Gatti renuncie ao cargo ou seja destituída.

Outro lado
Através da assessoria de imprensa, a Prefeitura de Franca informa que está descartada qualquer ação, seja renúncia ou destituição da secretária da educação, Márcia Gatti.

A Prefeitura também informou que Franca tem 2.500 mil servidores na educação, e que estiveram presentes na manifestação uma média de 150 pessoas. Porém, nenhuma escola ou sala de aula ficou sem atendimento. Algumas tiveram horários flexíveis, mas não houve falta de aulas.

Prefeito: "movimento legítimo"
A reportagem do GCN questionou o prefeito Alexandre Ferreira (MDB) sobre a manifestação na manhã desta quarta-feira. "Somos um país livre e é um processo democrático e legítimo. Acreditamos que não cabem ações violentas em nenhum âmbito e qualquer comportamento violento deve ser coibido. A manifestação é legitíma", comentou.

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Comentários

4 Comentários

  • Freitas 17/08/2023
    PCB e Sindicato... duas coisas que não prestam.
  • francano 17/08/2023
    não vai trocar a secretaria da educação pq ela combina com a atual gestão municipal, ambos péssimos.
  • lamentável 17/08/2023
    Partido Comunista do Brasil...O movimento dos professores, de protestar, de todo legítimo, perde toda a credibilidade quando vem esse naipe de partidos tentando tirar proveito do movimento dos professores.
  • Aline 17/08/2023
    Uma gestora que não sabe lidar com conflitos e atender as partes interessadas, realmente não tem que ficar no cargo. Cargo público precisa atender a todos, ela é intocável, se sente superior à todos e nunca atende ninguém. Ela está lá para atender as partes interessadas e resolver os conflitos com ética e justiça, mas só se pronuncia na imprensa quando a mídia expõe o problema, acontecem vários problemas que ela não se posiciona e ninguém fica sabendo.