NA TRIBUNA

Vereadora cutuca MP: ‘Saiam de seus gabinetes e vão ajudar a população’

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Lurdinha Granzotte, durante uso da tribuna da Câmara nesta terça-feira
Lurdinha Granzotte, durante uso da tribuna da Câmara nesta terça-feira

A vereadora Lurdinha Granzotte (União) repercutiu a iniciativa do Ministério Público do Estado de São Paulo, que quer a retirada do regimento interno das Câmaras Municipais a obrigatoriedade da frase: “Com a proteção de Deus, declaro aberta a sessão”. Várias Câmaras de cidades do Estado já foram notificadas, inclusive a de Franca, na semana passada.

Católica, Lurdinha disse que não poderia deixar de expressar sua opinião sobre o assunto. “Isso nem precisa ser lei, obrigatório, é natural. Tudo que nós fazemos é pela graça de Deus”, disse, ao usar a tribuna na sessão desta terça-feira, 15.

Se mostrando revoltada com a proposta do MP, a vereadora disse: “Queria mandar uma mensagem para esses promotores públicos, para que eles saiam de seus gabinetes e vão procurar ajudar a população com coisas mais sérias. Tipo: falta de moradia e vagas em hospital. Quantas coisas nós estamos sofrendo, como violência, falta de segurança. Então, procurem fazer algo mais sério, procurem trabalhar beneficiando a população”, acrescentou.

A vereadora também sugeriu que o MP poderia propor alguma solução para a questão dos moradores de rua que, segundo ela, tomam conta da cidade.

“O Ministério Público poderia procurar saber como está nossa segurança na cidade, na porta das escolas. Eu gostaria que um representante do Ministério Público também estivesse ido comigo a uma casa de um casal de idoso, no bairro Bela Vista. Eles (casal) estão vivendo dentro de casa como se fosse uma penitenciária, porque sua casa está toda trancada e com cerca concertina. Eles não têm liberdade para lavar sua calçada, crianças não podem usufruir da praça do bairro. Uma cidade de 350 mil habitantes sendo refém de 600 pessoas em condições de rua. Então, o senhor promotor deveria correr atrás para resolver esse problema”, concluiu a parlamentar.

O presidente da Câmara de Franca, o vereador Carlinho Petrópolis (PL), segue mencionando a frase na abertura das sessões. “O Ministério Público está agendando uma reunião para discutirmos o assunto. Enquanto não haja uma decisão sobre a adequação do regimento interno, vamos seguir normalmente aqui como sempre fizemos”, disse, nesta terça-feira.

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Comentários

4 Comentários

  • MARCOS 16/08/2023
    bom dia, parabêns vereadora pelas suas colocações
  • APARECIDO DONIZETE NUNES 15/08/2023
    A nobre Vereadora cobrando o Ministerio Publico, isso deve ser Piada, so pode. kkkkkkkkkkkkk
  • Cidadão 15/08/2023
    Se iniciar a sessão dizendo: “Sob a proteção de Oxalá” (candomblé e umbanda), “Sob a proteção de Satã” (satanistas), “Sob a proteção de Buda” (budismo), dentre outras, aposto que a defesa da manutenção da invocação não será a mesma. Só é válido se falar do Deus deles. Qualquer outro Deus ou quem sequer acreditar em Deus, que se lasquem, afinal, o que importa pra eles é a sua própria religião. Aliás, importante recordar: o que esta Vereadora fez quando votou o orçamento do Município que não previu investimento em moradias? O que ela fez quando os gastos do Natal poderiam alimentar quem tinha fome na época do nascimento do Cristo dela? É demagogia pura. Típica de bolsonarista, que enxerga apenas o próprio umbigo.
  • francano 15/08/2023
    isso tudo aconteceu após a administração pública que está aí. Seria bom os vereadores sair em dos seus gabinetes e fossem atender a população é cobrar do prefeito.