Dados do Ipes (Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais) do Uni-Facef mostram que a cesta básica fechou o mês de julho por R$ 619,92 em Franca. Além de ser a terceira queda seguida, este é o menor valor desde janeiro de 2022. Na época, os itens eram comercializados por R$ 601,03.
Dos 13 itens pesquisados, dez baratearam comparado com junho deste ano. Indispensável na mesa do brasileiro, o quilo do feijão, por exemplo, caiu de R$ 8,85 para R$ 7,83. Já o tomate reduziu de R$ 7,35 para R$ 5,82.
“Dentre os itens que compõem a cesta básica, estes produtos sofrem um impacto mais intenso das mudanças climáticas, e as safras que estão disponíveis no mercado atualmente contribuem para a redução nos preços”, explica o economista do Ipes, Lucas Antônio Santos.
A batata também sofreu queda, mas de R$ 5,76 para R$ 4,26. “A intensificação nas colheitas da safra de inverno/seca levou à baixa no preço da saca”.
Além dos itens já citados, a carne, leite, arroz, farinha de trigo, café torrado moído, óleo de soja e manteiga registraram queda em seus valores nas prateleiras dos supermercados francanos.
No outro lado da balança
Não é só de quedas que vive o carrinho de compras do francano. Mas calma, os alimentos que encareceram tiveram baixas oscilações. O quilo do pão francês subiu de R$ 15,16 para R$ 15,32, e o açúcar refinado de R$ 5,04 para R$ 5,09. A banana segue custando, em média, R$ 7,08.
Maior fatia do preço
Mesmo acumulando 7,26% de queda nos últimos quatro meses, a carne segue pesando no bolso do consumidor. Apenas 6 kg – medida usada na pesquisa – representam 33,08% do preço total da cesta básica. Em junho, o percentual era de 32,3%.
Próximos meses
Os preços seguirão caindo? Depende do produto. Lucas Santos analisa que é possível que o feijão tenha novas baixas ainda este ano. Situação semelhante à batata. “Caso os produtores mantenham o ritmo de colheita pode continuar por algum tempo na mesma tendência. Já o tomate pode não sustentar a baixa, tendo em vista que alguns produtores já estão encerrando a safra, reduzindo a oferta”.
“As carnes e o leite tiveram sua redução justificada nos preços mais baratos dos cereais e grãos que alimentam o gado, mas também são influenciados por outros fatores”, completa.
O economista acredita que existem possibilidades dos preços estabilizarem ou baixarem um pouco mais até meados de outubro e novembro, quando o clima muda e afeta as produções.
“Há uma pequena chance de chegarmos em torno dos R$ 600 neste período, mas novas elevações ligadas à sazonalidade de preços de alguns itens tendem a manter os resultados acima desta média, principalmente no primeiro semestre de 2024”.
Base de dados
O Ipes do Uni-Facef ouviu 15 estabelecimentos em Franca. Os produtos e suas respectivas quantidades usadas para fazer a pesquisa de preço da cesta básica foram extraídos do portfólio do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Composição da cesta básica
Arroz – 3 kg
Açúcar refinado – 3 kg
Banana – 7,5 kg
Batata – 6 kg
Café torrado e moído – 0,6 kg
Carne – 6 kg
Farinha de trigo – 1,5 kg
Feijão – 4,5 kg
Leite – 7,5 l
Manteiga – 0,7 kg
Óleo de soja – 1 lata (900 ml)
Pão francês – 6 kg
Tomate – 9 kg
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.
Comentários
3 Comentários
-
JOIA!! 12/08/2023Ah não! Que saudade do bolsonaro. -
Marcondes 12/08/2023obrigado presidente Lula, finalmente os preços estão abaixando -
Wilson Silva 12/08/2023Coloquem o nome dos estabelecimentos onde encontra esses produtos que baixaram os preços, porque onde a gente vai, vê que cada dia tá mais caro o preço ,Só nas pesquisas pra falarem que os preços baixaram, o difícil é achar alguém que confie nessas pesquisas fajutas.