Foi lançado nesta sexta-feira, 4 de agosto, na sede da Academia Francana de Letras, o livro “Liberdade de Expressão”, de José Lourenço Alves, uma reunião de textos postados pelo autor no Facebook entre os anos 2019 e 2022. “Era para ser um contraponto aos xingamentos e às fake news, às manifestações sectárias e ao patrulhamento ideológico que ali havia em exagero. Era para ser um modo de participar do debate político, mas em sintonia com o melhor do espírito democrático. Era para ser e foi. Não briguei, não xinguei, não exclui ninguém. Diverti-me exercendo a liberdade de expressão neste tempo em que o pensamento autoritário se sentiu equivocadamente empoderado”, explica José Lourenço.
Essas palavras, que antecedem o prefácio, foram retomadas e ampliadas na cerimônia plena de significados de lançamento da obra, quando acadêmicas e acadêmicos se fizeram presentes. Com plena liberdade de expressão, esse valor que vem correndo risco em nosso país e em todo o mundo, pois movimentos retrógrados tentam avançar no sentido de demolir democracias até sólidas, alguns se manifestaram de forma expressiva. A fragmentação no mundo político, a dificuldade de restabelecer verdades, o verdadeiro teor do texto literário, a quase impossibilidade neste momento de genuínos pactos sociais foram alguns dos temas que suscitaram troca saudável de opiniões.
No posfácio, Regina Claudia Laisner, cientista política e professora na Unesp Franca, escreve que liberdade de expressão “traz retratos de uma sociedade com narrativas em disputa. Não simplesmente a de direita versus a de esquerda, como bem pontua José Lourenço. Traz inúmeros retratos daquilo que desde pequenos sabemos ser verdadeiro: o Brasil não é mesmo para amadores!”
Sonia Machiavelli, professora, jornalista e escritora, que assina o prefácio, afirma que “ler um livro como ‘Liberdade de Expressão’ é mais uma oportunidade para aprender sobre vida democrática com o autor, lúcida testemunha de seu tempo, e colocar em prática conhecimentos, valores e ética por ele professados. Porque, afinal, como reitera José Lourenço Alves em várias páginas, somos seres incompletos, em permanente construção: work in progresss.”
José Lourenço Alves nasceu em 1964, ano em que se instalou no Brasil uma ditadura que castigou o país até 1985. Graduou-se em ciências jurídicas e sociais na redemocratização, entre 1984 e 1988. Foi promotor de justiça de 1990 a 2017. É especialista em Inteligência de Estado e Segurança Pública; mestre em Desenvolvimento Regional; doutor em Promoção de Saúde. Preside a Academia Francana de Letras desde 2021.
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