SEM CONFORTO

'Já reclamei, mas não fazem nada', diz paciente sobre transporte para atendimentos em RP

Por Jéssica Reis | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Arquivo GCN
Rodovia Cândido Portinari, entre Franca e Ribeirão Preto, por onde passa o trajeto realizado pelo transporte público
Rodovia Cândido Portinari, entre Franca e Ribeirão Preto, por onde passa o trajeto realizado pelo transporte público

A francana Natália Cherman Silva Santos de Melo vem sentindo na pele a dificuldade de necessitar de serviços públicos. Ela utiliza o transporte oferecido para os pacientes que necessitam de atendimento em Ribeirão Preto.

Portadora de uma doença chamada miocardiopatia hipertrófica, ela semanalmente precisa ir até o Hospital do Coração, na cidade vizinha. “Tenho água no coração, sinto muita falta de ar e sinto dificuldade em utilizar esse ônibus, mas não tenho outra opção”, contou.

A paciente reclama que o transporte não está devidamente adaptado. “Eu sou uma mulher um pouco grande e mal consigo sentar no banco desse ônibus. Ele é apertado, sem janelas. Além de tudo, o ônibus sai de Franca às 10 horas, para quem tem consulta às 15h30, ficamos lá, com mobilidade reduzida, passando perrengue. Ontem, mandaram um ônibus um pouco melhor, mas geralmente é o micro-ônibus amarelo ruim”, explicou.

Natália também disse que acha perigoso não ter nenhum tipo de socorrista durante o transporte. "Cansam muito essas viagens, ainda mais para quem tem problema de coração ou algo assim. Vamos nesse transporte sem nenhum socorrista de emergência, se alguém passar mal no caminho, não terá nenhum socorro. E a maioria das pessoas que vão nesse transporte tem questões de saúde delicadas”, desabafou.

Outra reclamação seria a falta de auxílio financeiro que deveria ser pago para os pacientes, para gastos com alimentação, acomodação e outros. “Alguns de nós não receberam nenhum desses auxílios. Já tentei reclamar de tudo isso na Secretaria e nos grupos da Prefeitura, mas nada adiantou”, finalizou.

A reportagem do GCN entrou em contato com a assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde de Franca e relatou as reclamações da paciente. O setor de comunicação respondeu apenas que o transporte de paciente para atendimento ambulatorial e eletivo nos hospitais de referência "segue rigorosamente" os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde, através da Portaria SAS/MS n° 055/1999.

Essa portaria regulariza as normas de custos relacionados a viagens para tratamentos médicos fora da cidade domiciliar do paciente. “A Secretaria de Saúde comunica que oferece a ajuda de custo para alimentação e pernoite de pacientes e seus acompanhantes, em tratamento fora de domicílio, dentro dos critérios estabelecidos pelo serviço”, diz a nota.

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