NADA MUDOU

‘Quase imperceptível a mudança de preços’, diz economista sobre deflação

Por Gabriel Garcia | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Gabriel Garcia/GCN
Nas prateleiras dos mercados, quase não houve oscilações de preços
Nas prateleiras dos mercados, quase não houve oscilações de preços

Nos postos e nos mercados, rotina normal, mesmos preços – nada de diferente. É o que sente o francano em relação à mais recente pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), que apontou uma deflação no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), com queda de 0,08% em junho.

Segundo a pesquisa divulgada pelo IBGE no dia 11 de julho, esta foi a primeira vez em que o índice da inflação ficou negativo em nove meses. A última deflação foi em setembro de 2022, quando o IPCA caiu 0,29%, às vésperas das eleições.

Mas mesmo com o IPCA mostrando o recuo dos preços em todo o Brasil, em Franca estes números não representam grande coisa. “A gente vai no mercado e tudo ainda está muito caro. Difíceis são as vezes que eu consigo levar a minha lista inteira de compras para casa”, disse Adailton Ribeiro, mecânico de 57 anos.

Esta realidade é explicada pelo economista Adnan Jebailey. “O conceito de inflação é o aumento contínuo generalizado de todos os preços, traduzindo, tudo aumenta o tempo todo. A deflação, por oposição, tudo cai de preço o tempo todo. Não é o que aconteceu. Mas o que aconteceu foi um recuo de preços, que no índice geral recuou 0,08%”, explicou Adnan. “A queda foi imperceptível”.

Porém, mesmo com a quase nula queda nos preços, Adnan se mostrou esperançoso ao futuro da economia no Brasil. “A notícia boa é que, quando olhamos o acumulado dos últimos meses, mostra uma estabilidade desses preços, num curto/médio prazo. Quando falamos de estabilização é a pessoa ir ao supermercado e continuar comprando o que ela comprou no mês passado, ao invés dela falar: 'Fui ao supermercado e não consegui comprar o que comprei no mês passado'” disse.

Adnan diz que o cenário de estabilidade deve se manter. “Uma palavra que define os próximos três ou quatros meses é a previsibilidade. A inflação vai oscilar muito pouco”, afirmou.

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Comentários

1 Comentários

  • Adriano 26/07/2023
    Pra quem é rico, ou classe média alta, pode não ter sentido diferença. Mas pro pobre, q tava pagando pra chupar osso, hoje consegue comer peito de frango.