A Cocapec (Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas) prevê que 1,5 milhão de sacas sejam recebidas até o final da colheita de café, em agosto, na região da Alta Mogiana, que tem Franca como principal cidade.
A cooperativa já recolheu 200 mil sacas, o que representa 15% do total, desde o início da colheita, em maio. São cerca de 320 funcionários que lidam diretamente com os cafés na sociedade.
O cafeicultor Rafael Stefani diz que a produção de 2023 será maior que a do ano passado, mas faz ressalvas. “A safra foi comprometida com a estiagem do início de 2022. E ainda tem os efeitos da geada de 2021. Por esse motivo, não vai ser uma safra recorde”.
Rafael produz em torno de oito mil sacas em cerca de 300 hectares. Com o produto em mãos, o destino é para fora do país. “O café é exportado para o mundo todo. Já enviamos café para o Japão, para a Europa e os Estados Unidos”.
Como o grão produzido na região é de alta qualidade, quase toda produção termina exportada, e não para nas prateleiras dos supermercados brasileiros. “O mercado lá não quer café ruim, somente o bom. Acaba que o café ruim fica no consumo interno”.
Com resultados assim, a região da Alta Mogiana é a maior produtora de café do estado de São Paulo, e a terceira no Brasil, atrás apenas de Minas Gerais e do Espírito Santo.
Os cafeicultores já olham atentos para a estiagem deste ano para não atrapalhar a próxima safra. “Agora é um período que normalmente não chove, é um período de seca. Mas precisamos de chuva em meados de agosto e setembro. É crucial para a definição das safras seguintes que chova nestes meses”, finaliza.
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