A Comissão da Saúde, da Câmara Municipal de Franca, se reuniu pela primeira vez após a prorrogação do prazo para apurar a falta de vagas de internação na rede pública da cidade. Uma audiência pública foi realizada nesta quinta-feira, 29, no Plenário da Câmara Municipal. Os membros da Comissão esperaram um melhor esclarecimento sobre o que o Estado está planejando para resolver a escassez de leitos no município, mas a DRS-8 (Diretoria Regional de Saúde) não enviou nenhum representante, o que frustrou os vereadores.
O presidente da Cear (Comissão Especial de Assuntos Relevantes), Gilson Pelizaro (PT), disse que a presença do órgão do Estado seria importante para esclarecimentos à população sobre a questão dos dez leitos prometidos pelo Secretário de Saúde do Estado, Eleuses Paiva, que não foram instalados ainda na Santa Casa.
“A presença de um representante da DRS era para tratar da questão dos dez leitos que foram prometidos pelo Estado, que o secretário disse que era uma operação de guerra e deveria ser feito de forma imediata. Já se passaram mais de três meses, e esses leitos não foram instalados. E também para que eles viessem para falar das mudanças que o Estado havia prometido sobre a regionalização do atendimento, arrumar vagas na região para que as pessoas não fiquem no Pronto-socorro, nas UPAs, esperando vagas”, explicou Gilson Pelizaro.
O parlamentar disse que o diretor da DRS está em viagem, mas poderia ter enviado um representante para discutir questão tão importante. “Infelizmente eles não participaram da audiência. Parece que o diretor (Ricardo Bessa) está em viagem e não tinha outra pessoa que pudesse ser designada para que pudesse fazer as explicações. Então não é tratado como um estado de guerra, porque se fosse, eles teriam mandado alguém para dar os esclarecimentos nessa audiência pública, que de forma transparente está tratando a questão”.
A Comissão também chegou a discutir a situação do Hospital da Caridade, sobre a capacidade que o hospital teria para possível credenciamento para abrigar leitos de internação. “Também discutimos a questão do IMA sobre as condições para poder receber o credenciamento de leitos. A gente sabe que há uma pendência jurídica a ser analisada e o hospital tem uma estrutura que pode ser colocada à disposição, mas a parte jurídica ainda não está a ponto de fazer contrato com o poder público”, disse Pelizaro.
Durante a audiência, representantes do Hospital da Caridade reafirmaram que o prédio precisa de uma melhor estrutura e investimentos financeiros. “Nós temos os leitos, mas a grande questão é que precisamos de um aporte financeiro para iniciar qualquer tipo de atendimento. Temos um hospital com cama e estrutura bem básica, obviamente que para fazer atendimento ao paciente, mais que isso, a gente estima de R$ 3 milhões ou R$ 4 milhões para ter um atendimento clínico minimamente digno”, explicou o diretor do hospital, Jean Marco Patrocínio.
A Cear da Saúde é composta pelos vereadores Gilson Pelizaro (PT), presidente; Zezinho Cabeleireiro (PP), vice-presidente; Ronaldo Carvalho (Cidadania), relator; Daniel Bassi (PSDB), 1º suplente; Lurdinha Granzotte (União), 2º suplente; e Marcelo Tidy (União), 3º suplente.
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Comentários
2 Comentários
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Falacia 02/07/2023Essa drs é uma vergonha, bando de pessoas que usam o estado como teta e não retornam nada digno aos municípios que deveriam prestar serviço e atenção. Faz anos que o estado olha em descaso para nossa região, espero que os vereadores subam o tom e enviem isso a todas as esferas possíveis, só que é uma pena pois com todo esse tempo com a santa casa com todos esses problemas fica meio que bem estranho a parte da justiça nunca ter cobrado a santa casa, é como se fizessem vista grossa, bom pelo menos nunca vi notícias deles cobrando vagas deles. Esse estado é uma vergonha, parabéns pra quem votou e apoiou e no último ano na reeleição do carioca ele vai prometer de novo e a ingênua população francana votará novamente nesse ser -
Joao marcos 30/06/2023Não vão mesmo,este bando de vereadores, não entendem de nada, é não tem poder nem dinheiro de resolver nada.