EXPECTATIVA

Lendas do basquete relembram Mundial e analisam chances do Sesi Franca em Singapura

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 4 min
Arquivo/GCN
Fausto Giannecchini e Guerrinha: lendas do basquete de Franca
Fausto Giannecchini e Guerrinha: lendas do basquete de Franca

Franca vive o clima de disputa do Mundial de Clubes de Basquetebol que acontece neste mês de setembro, em Singapura. Duas vezes vice-campeão, em 1975 e 1980, o clube francano tem a possibilidade de conquistar o único troféu que falta na gloriosa história da agremiação. Será a sexta participação de Franca nesta competição realizada pela Fiba.

Em 1975, a final foi contra o Forst Cantú, da Itália, disputada em Varese, na própria Itália. Depois, o time voltou a disputar o Mundial em 1976 e 1977, ficando na quarta colocação. Já em 1980, a disputa foi em Sarajevo, na Iugoslávia, perdendo o título para o Maccabi Tel Aviv, de Israel. No ano seguinte a equipe voltou ao Mundial, ficando novamente na quarta posição.

Dois ídolos do basquete francano, que foram vice-campeões na época, Jorge Guerra (Guerrinha) e Fausto Giannecchini, conversaram com a reportagem do Portal GCN/Sampi Franca na últimaa semana para contar sobre aquelas disputas, o que faltou para trazerem a taça de campeão e analisam as chances do time atual Sesi Franca na disputa em Singapura.

O ex-armador Guerrinha, 64, agora técnico e que também fez história com a camisa da seleção brasileira, diz que são momentos diferentes. “São momentos diferentes, são equipes diferentes. Naquele ano de 80, Franca jogou com os melhores do mundo. O torneio mundial era contra o Real Madrid, contra um time de Sarajevo, que é hoje a antiga Iugoslávia, que tinha acabado de ser campeão olímpico dentro da União Soviética, que teve aquele boicote dos americanos. Tinha um time americano fortíssimo e um time da Itália, que já tinha sido campeão mundial. Então era um campeonato só de estrelas de seleção”, lembrou.

Guerrinha destacou que em termos de disputa de título o valor é igual, mas o caminho do Franca pode ser mais fácil nesse Mundial. “Esse ano Franca não vai jogar com a Euroliga, é com uma outra liga europeia que é pela Fiba. A liga mais forte é da Euroliga Fiba. É daí que tem o Real Madrid, os times que formam as seleções, a base da Espanha, base de todos os lugares. É um momento diferente, mas acredito muito que Franca leva vantagem e pode sair campeã mundial pela primeira vez”.

O ex-armador Fausto, 71 anos, que também brilhou com a camisa da seleção brasileira e atualmente está à frente do Instituto F.G. Esportes e Educação, disputou os dois títulos que Franca ficou na segunda colocação. “Perdemos o título no confronto direto em 80. Perdemos para o Maccabi, que depois perdeu para o Real Madrid. O Real teve outras derrotas também. Tinha um time da Bósnia, uma universidade dos Estados Unidos, que era muito boa. Acho que um time da África ou Senegal, agora eu não me recordo. Jogamos de igual para igual. No finalzinho perdemos de sete pontos, se não me engano. Mas infelizmente no sistema de disputa, a primeira opção era o confronto direto. Neste Mundial, nós ganhamos de 44 pontos do Real Madrid. Foi uma coisa, assim, muito bacana. Me orgulho muito de ter sido vice-campeão mundial, porque o nível das equipes era muito alto”, contou Fausto, acrescentando. “Não faltou nada para sermos campeões. Jogamos de igual para igual, por detalhes. Jogamos na raça, não tínhamos dinheiro, vendíamos rifa para comprar nossas passagens e outras despesas. Mas foi uma coisa maravilhosa.”

Fausto disse que uma competição do nível de um Mundial é difícil, mas o primeiro passo é acreditar. “Não tenho uma opinião formada sobre qual é o nível desses times que estão no Mundial. De qualquer maneira, acredito que todos eles são difíceis, não é fácil. Mas Franca pode surpreender, não resta dúvida. Não sei como a equipe está preparada, está encarando, se vem algum reforço. A coisa é acreditar; acreditar é o primeiro passo. Tem que saber que uma disputa aqui no Brasil é uma coisa e uma competição desse nível é outra, é totalmente diferente.”

Nas duas oportunidades em que Franca ficou na segunda colocação no Mundial de Clubes, o técnico era Pedro Morilla Fuentes (Pedroca). Em 80, Pedroca já se preparava para passar o bastão para Hélio Rubens Garcia, que tinha no time base os companheiros Fransérgio, Guerrinha, Fausto Giannechini, Robertão e Tom Zé.

O Mundial acontece em Singapura, entre os dias 21 e 24 de setembro. Grupo A: Sesi Franca (Brasil), Ignite (Estados Unidos) e Al Ahly (Egito). Grupo B: Zhejiang Golden Bulls (China), Al Manama (Bahrein) e o Telekom Bonn (Alemanha).

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Comentários

2 Comentários

  • Djalma 26/06/2023
    Sr redator-chefe, favor avisar aos redatores juniores que CINGAPURA, em português, se escreve com \"C\". A grafia com \"s\" é em malaio (Bahasa Melayu), língua que tem similaridades com a portuguesa, tanto fonéticas quanto ortográficas, mas também muitas difrerenças. Terima Kasih.
    • Redação Sampi 27/06/2023
      Nota da Redação: na língua portuguesa, as duas formas são corretas: Singapura e Cingapura. Não há erro no texto.
  • Antonio Carlos 25/06/2023
    Hélio Rubens, Totô, Fransergio, Robertão e Carlão, esse era o nosso time de basquete do Clube dos Bagres em 1974, tênis All Star Chuck Taylor, bola americana de nylon Super K, foi assim que, com 14 anos naqueles tempos, eu cresci jogando 3 contra 3, o então chamado Trintinha, na quadra interna do clube do Vitor de Andrade na rua Gen. Carneiro. Depois vieram o Emmanuel, Amazonas, Ravelli e outros.