Com apenas dois anos e dois meses de vida, o pequeno Davi Lucas da Silva Ribeiro ainda não conseguiu ser criança com tranquilidade. No fim de março, contamos a história dele aqui no portal (confira no link). A criança precisava realizar um exame no Hospital das Clínicas em Ribeirão Preto. Só em abril (confira matéria no link) que Davi conseguiu realizar seu exame e iniciar seu tratamento.
Foi quando sua mãe, Francismara Soares da Silva, 29, achou que conseguiria uma vida mais tranquila para ao pequeno, porém, mais uma batalha foi iniciada. “O Davi foi diagnosticado e precisa de acompanhamento médico. Ele foi encaminhado para a Apae”, contou a mãe.
No encaminhamento, feito por médica do HC de Ribeirão Preto, constava que Davi Lucas apresenta um diagnóstico de TEA (Transtorno Espectro Autista) e de crises convulsivas. Além do seu problema de intestino, que só permite que ele coma alimentos macios, pastosos e/ou líquidos. E que seria orientado que ele recebesse atendimento de reabilitação multiprofissional com fonoaudióloga e terapia ocupacional na Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Franca.
Porém, a mãe não conseguiu ainda o atendimento para o filho. “Assim que recebi o encaminhamento, fui na Apae e disseram que precisava ir à Secretaria de Saúde. Fui até a secretaria e me disseram que era na Apae, voltei lá e falaram que tinha que ter um encaminhamento do SUS, fui na UBS e disseram que eu teria que voltar na secretaria. E faz quase dois meses que estou nessa luta. Me jogam de um lado para o outro e não me explicam. Meu filho precisa de acompanhamento para a saúde dele”, explica a mãe, desesperada.
O que diz a Secretaria de Saúde
A reportagem do GCN entrou em contato com a Secretaria de Saúde, que informou que os atendimentos de fonoaudiologia e de terapia ocupacional, a depender da especificidade e complexidade do caso, são realizados na rede pública de saúde do município, nas Unidades Básicas de Saúde, APAE, Centro Especializado de Reabilitação (CER II – Físico e Intelectual) e no Núcleo de Atendimento da Infância e Adolescência (NAIA). Todavia, por se tratar de encaminhamento externo (Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto), e considerando o fato de não haver qualquer pendência de agendamento na Secretaria de Saúde sobre o paciente, o Setor de Regulação da Secretaria de Saúde entrará em contato com a mãe do paciente para esclarecimentos e os encaminhamentos necessários.
O que diz a Apae
O GCN também entrou em contato com a assessoria da Apae Franca, que esclareceu que todas as solicitações de atendimento multiprofissional são realizadas após encaminhamento da Secretaria Municipal de Saúde, que é a responsável pela gestão da parceria com a instituição. Assim, as solicitações de vagas devem ser protocoladas na Secretaria de Saúde, que, após análise, encaminha para a instituição. "A Apae informa ainda que se coloca à disposição para entrar em contato com a mãe da criança e dar todas as orientações necessárias para que ela possa conseguir o encaminhamento junto à Secretária de Saúde", diz a entidade em nota.
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Comentários
4 Comentários
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José Carlos 23/06/2023Bom dia. E um dever do Estado, Município e as pessoas adultas. A proteção integral a saúde das crianças. O que estão fazendo com essa mãe e o seu filho e o desrespeito a criança. No nosso país as leis não são respeitadas Mãe vá até a delegacia e registre. ocorrência -
Margarida Maria Tenório de Almeida 22/06/2023Pior que às vezes as coisas não funcionam por preguiça, falta de vontade, falta de empatía, dequem recebe salário pra fazer o serviço! -
Fabiana 22/06/2023Tanto a saúde, quanto a APAE, se disponibilizaram a dar orientações a essa mãe. Triste porque não deram antes. A mulher precisou ficar igual bola de ping pong por dois meses. Falta de etica e bom senso isso -
Marcia 21/06/2023Passada, Ribeirão não tem uma APAE? OK então tem que haver uma regulação pra isso, a mãe ter q ir na atenção básica deFranca para ser encaminhada? Precisa detalhar isso melhor