INVESTIGAÇÃO

DIG abre inquérito para apurar caso de queimaduras em mulher no Aeroporto em Franca


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Arquivo/GCN
Casa no Aeroporto I, em Franca, onde mulher de 27 anos sofreu queimaduras em maio; caso será investigado pela DIG
Casa no Aeroporto I, em Franca, onde mulher de 27 anos sofreu queimaduras em maio; caso será investigado pela DIG

A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca instaurou nesta quinta-feira, 15, um inquérito para apurar se a mulher de 27 anos que sofreu queimaduras graves em várias partes do corpo, no dia 26 de maio, pode ter sido vítima de violência doméstica. A família não aceita a versão de acidente, como foi registrado em boletim de ocorrência.

Dara Cristina de Andrade está internada na Santa Casa de São Paulo, com queimaduras de terceiro grau em boa parte do corpo, após supostamente ter sofrido um acidente doméstico em sua casa no Jardim Aeroporto I, zona Sul da cidade.

No dia dos fatos, a Polícia Militar foi chamada por vizinhos à residência do casal, na avenida Carlos Roberto Haddad, após ouvirem gritos e uma discussão.

Ao chegarem ao local, foram recebidos pelo marido da jovem, que relatou que o fogo começou porque a mulher teria usado álcool para lavar roupas e depois foi cozinhar, enquanto ele tomava banho. Ao usar o fogão, as chamas tomaram conta de seu corpo.

Dara foi socorrida pela própria PM até a Santa Casa, em razão da urgência encontrada. Ela chegou a ficar em coma induzido por duas semanas, por conta de seu delicado estado de saúde. Dara necessitou de enxertos de pele no pescoço e na região torácica, e novas intervenções cirúrgicas são avaliadas pela equipe médica.

A família informa que as queimaduras foram tão profundas que os médicos responsáveis pelo tratamento desconfiam que algo mais grave que um acidente tenha ocorrido. “Se fosse um acidente eu acho que ela tinha se queimado menos, os médicos também disseram isso”, disse a mãe da jovem em entrevista à RecordTV Interior.

Inquérito

O delegado titular da DIG, Marcio Garcia Murari, afirmou que ouvirá testemunhas sobre o caso e requisitará exame de corpo de delito ao IML (Instituto Médico Legal), além de solicitar ao hospital o acesso à paciente para depoimento.

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