ABUSO SEXUAL

Professor de basquete ofereceu dinheiro, tênis e vagas em times por fotos íntimas

Por Alex Henrique | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Arquivo/GCN
Denúncias contra professor de basquete em Franca: dinheiro e vagas em times por fotos íntimas
Denúncias contra professor de basquete em Franca: dinheiro e vagas em times por fotos íntimas

O professor de basquete denunciado por pais e alunos por prática de abuso sexual em escolinhas particulares de Franca negociava vagas nos times que treinava e oferecia valores em dinheiro em troca das fotos íntimas, segundo os depoimentos colhidos pela DDM (Delegacia de Defesa da Mulher).

Até o momento, nove ex-alunos, com idades entre 12 e 13 anos, e 15 adultos - todos pais dos menores - foram ouvidos pela Polícia Civil. Segundos os relatos, a prática foi descoberta quando a mãe de um dos meninos flagrou em seu celular uma conversa com o professor pedindo que apagasse mensagens com o pedido das fotos.

O garoto confirmou à mãe que o instrutor solicitou fotos de seu órgão genital e chegou a lhe dar R$ 100 pelo envio. Segundo o menino, um colega havia ganhado do treinador um par de tênis em troca das imagens íntimas. Para outros eram oferecidas vantagens nas equipes, e quem não fizesse era cortado dos jogos e competições.

Além disso, os depoimentos dos pais informaram que o professor procurava ter um contato físico excessivo com os alunos, e durante uma viagem chegou a colocar a mão no órgão genital de um aluno. Desde a formalização das denúncias, as vítimas e seus responsáveis passaram a contar com apoio psicológico da Delegacia da Mulher.

As investigações começaram na semana passada após as denúncias. Um celular e um notebook do educador foram apreendidos, contendo várias fotos de menores. Segundo os depoimentos, o instrutor, que sempre atuou em instituições particulares, agia com muita gentileza para ganhar a confiança dos adolescentes e lhes pedia o envio de fotografias por aplicativos de mensagem.

A defesa do treinador só se manifestará após a conclusão do inquérito. A delegada Juliana da Silva Paiva, titular da DDM, aguarda a manifestação do Ministério Público sobre o caso para conceder entrevistas.

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