Agropecuária, construção e indústria registraram saldos negativos em contratações de funcionários no mês de abril em Franca. Apesar do déficit dos três setores, o município fechou no azul com a abertura de 269 postos de trabalho, resultado dos desempenhos positivos do comércio e, principalmente, do setor de serviços.
Os dados foram divulgados pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). No caso do setor de agronegócio, foram contratados 68 novos funcionários e desligados 80, fechando o mês com um saldo de menos 12 pessoas trabalhando no setor. A indústria foi o ápice do desemprego, pois contratou 1.219 e demitiu 1.402, fechando abril com um déficit de 183 funcionários na área. E o setor de construção terminou o mesmo período com oito trabalhadores a menos, contratando 216 e dispensando 224.
O que equilibrou os números francanos foi o setor do comércio e serviços que, juntos, contrataram 2.918 funcionários e desligaram 2.446 pessoas. O resultado de Franca vem na contramão dos dados nacionais. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a taxa de desemprego no Brasil atingiu 9,1 milhões de desempregados, um aumento significativo se comparado ao trimestre anterior, onde o número de desempregados era de 9 milhões.
Calçadistas
Em Franca, segundo o presidente do Sindifranca (Sindicato da Indústria e do Calçado de Franca), José Carlos Brigagão, o setor calçadista fechou o mês de abril com o saldo negativo em 249 vagas. “O que chama a atenção é quanto às admissões, ou seja, admitimos 720 em abril deste ano, contra 958 no mesmo mês de 2022, portanto deixamos de contratar 238 e demitimos 223 no mesmo período. Não vejo horizonte de recuperação”, disse.
Ele ainda explicou que em abril de 2022, o setor calçadista fechou com um saldo de 15.797 funcionários, contra abril deste ano com um saldo de 15.162 funcionários. “Tivemos um negativo em 635 funcionários. Além de não conseguir recontratar a sazonalidade do final no ano passado”.
Para Brigagão, um dos motivos desse declínio do setor é a incerteza econômica e política. “Estamos vivenciando um momento de insegurança para o mercado interno, além da recessão do mercado externo. São vários os fatores”, destacou.
O presidente do Sindifranca ainda informou que o sindicato está aguardando uma resposta do Governo do Estado de São Paulo. “É bom dizer, que apresentamos no plenário da Secretaria da Fazenda um solicitação relacionada à parte tributária do setor calçadista. Temos esperança que o Governo do Estado consiga nos aliviar, neste momento difícil que estamos atravessando”, concluiu.
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