Atualizado às 15h11, com correções*
O médico Laerte Fogaça, acusado por pacientes de abuso sexual em consultas em cidades da região de Franca, teve sua prisão preventiva decretada pela Justiça nesta quinta-feira, 1°, em caráter liminar.
A apresentação do ortopedista à Delegacia de Igarapava chegou a ser divulgada pela Polícia Civil, mas foi posteriormente negada pela corporação.
A decisão foi proferida após recurso do Ministério Público contra a concessão da liberdade provisória concedida ao médico e vereador de Ituverava no último dia 25, mediante pagamento de uma fiança de R$ 40 mil e o cumprimento de medidas cautelares, entre elas a proibição de atender pacientes do gênero feminino.
Laerte foi preso em flagrante em Igarapava no dia 24, após a denúncia de uma paciente. Ela relatou à polícia que o médico esfregou o órgão genital em sua perna. Após ser autuado em flagrante, o profissional sentiu-se mal e ficou à noite internado na Santa Casa de Igarapava. No dia seguinte, passou pela audiência de custódia.
O Ministério Público recorreu da decisão, e o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), em caráter liminar, decretou a prisão dele nesta quinta-feira (1º).
Segundo o promotor Paulo Radunz Junior, o volume de denúncias que se tornaram públicas após sua prisão do médico motivou a apresentação do recurso.
Um inquérito segue em curso na Delegacia de Igarapava. A defesa do médico nega todas as acusações.
*anteriormente a Polícia Civil havia anunciado que o médico havia se apresentando, o que foi agora desmentido pela própria corporação.
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