FINAIS DO NBB

Sesi Franca e São Paulo: finais do NBB começam neste sábado

Por Pedro Baccelli | da Redação
| Tempo de leitura: 5 min
Sampi/Franca
Reprodução/Redes sociais
Helinho, Marquinhos e Lucas Mariano, respectivamente
Helinho, Marquinhos e Lucas Mariano, respectivamente

A bola sobe para Sesi Franca Basque e São Paulo neste sábado, 27, às 15 horas, no ginásio "Pedro Morilla Fuentes", o Pedrocão. Este é o primeiro confronto entre as equipes pelas finais do NBB (Novo Basquete Brasil) temporada 2022/2023.

O Sesi Franca está na sua quarta final e busca o bicampeonato. Já o São Paulo chega a sua segunda final, almejando o inédito título para sua galeria de troféus.

"É muito, muito especial. A gente estar vivendo um momento como esse faz eu me sentir privilegiado", diz o técnico Helinho Garcia.

As duas equipes se enfrentaram nas duas últimas finais do Campeonato Paulista, com uma vitória para cada lado. Agora é o desempate. O ala tricolor, Marquinhos, prevê grandes jogos pela frente.

"A gente sabe que tem tudo para ser uma final duríssima. Temos que controlar nossa ansiedade e nossa vontade de fazer acontecer".

A série é melhor de cinco partidas, quem vencer três se sagra campeão. Todos os confrontos serão transmitidos pelo Youtube do NBB, ESPN, SporTV, NBA App e TV Cultura (com exceção ao Jogo 2).

Dias, horários e locais dos jogos da final:

JOGO 1 – Sábado, dia 27, às 15 horas: Ginásio Pedrocão

JOGO 2 – Quarta-feira, dia 31, às 20 horas: no Ginásio do Morumbi

JOGO 3 – Sábado, dia 3, às 15 horas: Ginásio do Morumbi

Caso necessário

JOGO 4 – Quinta-feira, dia 8, às 17h30: Ginásio Pedrocão

JOGO 5 – Sábado, dia 10, às 15 horas: Ginásio Pedrocão

Confira a entrevista com Helinho, Marquinhos e Lucas Mariano:

Técnico Helinho Garcia

GCN -  Como está sendo a preparação para esta reta final de temporada?
Helinho:
Bom, a gente vem trabalhando bastante ao longo da competição, e nesse momento não é diferente. A gente estuda o adversário e coloca nos treinamentos e nos vídeos aquilo que vamos fazer. Buscamos minimizar os pontos fortes dos adversários e, consequentemente, colocar em prática os nossos.

GCN - Como está a parte mental dos jogadores para mais uma decisão no ano?
Helinho:
Ela é muito em função do nosso dia-a-dia. Os jogadores têm uma união. Trabalharam durante toda a temporada para buscar esse entrosamento. Agora é ter a mente forte e o trabalho em conjunto para que a gente possa colocar tudo em quadra.

GCN - O sistema defensivo foi alvo de críticas nos playoffs pelos pontos cedidos aos adversários. Ajustes na defesa continuam sendo o foco principal da equipe nas finais?
Helinho:
Nos adaptamos para minimizar as características importantes das outras equipes. No último jogo contra o Minas, tivemos algumas variações táticas que deram certo. Já nos outros jogos tivemos a nossa parte ofensiva ditando o ritmo. É muito estudado e trabalhado jogo a jogo para que você possa dar um passo maior, e melhorar detalhes importantes.

GCN - Como é para você estar em mais uma final de campeonato, podendo fechar a temporada com títulos em todos os campeonatos disputados?
Helinho:
É muito, muito especial. A gente estar vivendo um momento como esse faz eu me sentir privilegiado. Tenho certeza que todos que estão envolvidos diretamente, como as torcidas do Sesi Franca e do São Paulo, também se sentem privilegiados por estarem vivendo um momento tão especial.

GCN - Helinho técnico ou Helinho jogador de basquete?
Helinho:
São funções diferentes. Eu tinha muito prazer em estar dentro de quadra, jogando. Hoje tenho prazer enorme de estar trabalhando como técnico, mesmo sabendo que é muito mais complexo. Tenho a liberdade de falar para você que também fui muito feliz como jogador.

Marquinhos

GCN -  Como você analisa as finais desta temporada?
Marquinhos:
A gente sabe que tem tudo para ser uma final duríssima. Temos que controlar nossa ansiedade e nossa vontade de fazer acontecer. Se conseguirmos uma vitória fora de casa a série já muda um pouco, porque na sequência tem dois jogos em casa.

GCN - Até que ponto a torcida pode fazer a diferença numa partida?
Marquinhos:
Acho que depois de 30 e poucos jogos disputados, a torcida faz muita diferença, mas, quando você começa o jogo, você está focado ali e acaba esquecendo todas essas interações fora da quadra.

GCN - Como é para você jogar no Pedrocão? É diferente ou se assemelha com qualquer outro ginásio do país?
Marquinhos:
Me sinto abençoado de jogar aqui em Franca. Todo mundo sabe que é reconhecida por ser a capital do basquete. Me sinto abençoado de estar em um ginásio tão bonito com a torcida que sempre lota. Tento pegar isso com motivação.

GCN - Como você prevê que serão os jogos das finais entre Franca e São Paulo?
Marquinhos:
Expectativa de bons jogos. Expectativas de um São Paulo empenhado e focado para conseguir essa primeira vitória, que, com certeza, pode mudar a série.

Lucas Mariano

GCN - O desgaste da temporada não atrapalha nesta reta final?
Lucas Mariano:
A gente teve uma sequência de jogos. Se for contar todas as finais que a gente teve desde o começo a gente teve o desgaste ao longo da temporada, mas acho que o time está bem unido. A gente superou bastante coisa durante esses jogos difíceis, e chegamos mais fortalecidos mentalmente.

GCN - Qual é a mentalidade para esta final, mediante a extensa temporada?
Lucas Mariano:
Acho que agora não é muita a hora de pensar em descanso. A gente pensa em descanso depois quando acabar as finais.

GCN - O ataque francano é a principal arma para o Franca se tornar bicampeão do NBB?
Lucas Mariano:
Sabemos que temos um bom poder ofensivo. Só que os outros times também tem um poder ofensivo muito bom. A gente está fazendo grandes jogos e tendo um volume alto de pontos. Acho que faz parte do espetáculo. O outro time tem qualidade, que joga sério e tem vontade de vencer.

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