A bola sobe para Sesi Franca Basque e São Paulo neste sábado, 27, às 15 horas, no ginásio "Pedro Morilla Fuentes", o Pedrocão. Este é o primeiro confronto entre as equipes pelas finais do NBB (Novo Basquete Brasil) temporada 2022/2023.
O Sesi Franca está na sua quarta final e busca o bicampeonato. Já o São Paulo chega a sua segunda final, almejando o inédito título para sua galeria de troféus.
"É muito, muito especial. A gente estar vivendo um momento como esse faz eu me sentir privilegiado", diz o técnico Helinho Garcia.
As duas equipes se enfrentaram nas duas últimas finais do Campeonato Paulista, com uma vitória para cada lado. Agora é o desempate. O ala tricolor, Marquinhos, prevê grandes jogos pela frente.
"A gente sabe que tem tudo para ser uma final duríssima. Temos que controlar nossa ansiedade e nossa vontade de fazer acontecer".
A série é melhor de cinco partidas, quem vencer três se sagra campeão. Todos os confrontos serão transmitidos pelo Youtube do NBB, ESPN, SporTV, NBA App e TV Cultura (com exceção ao Jogo 2).
Dias, horários e locais dos jogos da final:
JOGO 1 – Sábado, dia 27, às 15 horas: Ginásio Pedrocão
JOGO 2 – Quarta-feira, dia 31, às 20 horas: no Ginásio do Morumbi
JOGO 3 – Sábado, dia 3, às 15 horas: Ginásio do Morumbi
Caso necessário
JOGO 4 – Quinta-feira, dia 8, às 17h30: Ginásio Pedrocão
JOGO 5 – Sábado, dia 10, às 15 horas: Ginásio Pedrocão
Confira a entrevista com Helinho, Marquinhos e Lucas Mariano:
Técnico Helinho Garcia
GCN - Como está sendo a preparação para esta reta final de temporada?
Helinho: Bom, a gente vem trabalhando bastante ao longo da competição, e nesse momento não é diferente. A gente estuda o adversário e coloca nos treinamentos e nos vídeos aquilo que vamos fazer. Buscamos minimizar os pontos fortes dos adversários e, consequentemente, colocar em prática os nossos.
GCN - Como está a parte mental dos jogadores para mais uma decisão no ano?
Helinho: Ela é muito em função do nosso dia-a-dia. Os jogadores têm uma união. Trabalharam durante toda a temporada para buscar esse entrosamento. Agora é ter a mente forte e o trabalho em conjunto para que a gente possa colocar tudo em quadra.
GCN - O sistema defensivo foi alvo de críticas nos playoffs pelos pontos cedidos aos adversários. Ajustes na defesa continuam sendo o foco principal da equipe nas finais?
Helinho: Nos adaptamos para minimizar as características importantes das outras equipes. No último jogo contra o Minas, tivemos algumas variações táticas que deram certo. Já nos outros jogos tivemos a nossa parte ofensiva ditando o ritmo. É muito estudado e trabalhado jogo a jogo para que você possa dar um passo maior, e melhorar detalhes importantes.
GCN - Como é para você estar em mais uma final de campeonato, podendo fechar a temporada com títulos em todos os campeonatos disputados?
Helinho: É muito, muito especial. A gente estar vivendo um momento como esse faz eu me sentir privilegiado. Tenho certeza que todos que estão envolvidos diretamente, como as torcidas do Sesi Franca e do São Paulo, também se sentem privilegiados por estarem vivendo um momento tão especial.
GCN - Helinho técnico ou Helinho jogador de basquete?
Helinho: São funções diferentes. Eu tinha muito prazer em estar dentro de quadra, jogando. Hoje tenho prazer enorme de estar trabalhando como técnico, mesmo sabendo que é muito mais complexo. Tenho a liberdade de falar para você que também fui muito feliz como jogador.
Marquinhos
GCN - Como você analisa as finais desta temporada?
Marquinhos: A gente sabe que tem tudo para ser uma final duríssima. Temos que controlar nossa ansiedade e nossa vontade de fazer acontecer. Se conseguirmos uma vitória fora de casa a série já muda um pouco, porque na sequência tem dois jogos em casa.
GCN - Até que ponto a torcida pode fazer a diferença numa partida?
Marquinhos: Acho que depois de 30 e poucos jogos disputados, a torcida faz muita diferença, mas, quando você começa o jogo, você está focado ali e acaba esquecendo todas essas interações fora da quadra.
GCN - Como é para você jogar no Pedrocão? É diferente ou se assemelha com qualquer outro ginásio do país?
Marquinhos: Me sinto abençoado de jogar aqui em Franca. Todo mundo sabe que é reconhecida por ser a capital do basquete. Me sinto abençoado de estar em um ginásio tão bonito com a torcida que sempre lota. Tento pegar isso com motivação.
GCN - Como você prevê que serão os jogos das finais entre Franca e São Paulo?
Marquinhos: Expectativa de bons jogos. Expectativas de um São Paulo empenhado e focado para conseguir essa primeira vitória, que, com certeza, pode mudar a série.
Lucas Mariano
GCN - O desgaste da temporada não atrapalha nesta reta final?
Lucas Mariano: A gente teve uma sequência de jogos. Se for contar todas as finais que a gente teve desde o começo a gente teve o desgaste ao longo da temporada, mas acho que o time está bem unido. A gente superou bastante coisa durante esses jogos difíceis, e chegamos mais fortalecidos mentalmente.
GCN - Qual é a mentalidade para esta final, mediante a extensa temporada?
Lucas Mariano: Acho que agora não é muita a hora de pensar em descanso. A gente pensa em descanso depois quando acabar as finais.
GCN - O ataque francano é a principal arma para o Franca se tornar bicampeão do NBB?
Lucas Mariano: Sabemos que temos um bom poder ofensivo. Só que os outros times também tem um poder ofensivo muito bom. A gente está fazendo grandes jogos e tendo um volume alto de pontos. Acho que faz parte do espetáculo. O outro time tem qualidade, que joga sério e tem vontade de vencer.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.