IMBRÓGLIO

Prefeitura investiga suposta fraude em cota racial do concurso para diretores de escola

Por Pedro Baccelli | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
Rovena Rosa/Agência Brasil
Sala de aula vazia; o problema envolve a classificação dos diretores de escola
Sala de aula vazia; o problema envolve a classificação dos diretores de escola

A Prefeitura de Franca investiga uma suposta fraude na inscrição dos candidatos declarados negros do concurso público para diretores de escola. Queixas apontando erros na classificação dos cotistas chegaram à Redação do Portal GCN/Rede Sampi.

A lista de classificados no concurso público foi publicada na edição do dia 16 de maio do Diário Oficial do Município. Dela, consta o chamamento de sete candidatos negros por cota racial.

O problema começa a partir do momento em que o edital do concurso prevê o chamamento de oito negros (equivalente a 20% das vagas) ao invés de apenas sete, como fez a Prefeitura de Franca.

Outro imbróglio é que quatro destes sete negros chamados ficaram entre os candidatos com maiores notas. Desta forma, eles se classificaram como "ampla concorrência", e não pela cota racial, como mostra a cláusula 4.3.3. do edital do concurso.

"Os candidatos negros aprovados dentro do número de vagas oferecido para ampla concorrência não serão computados para efeito do preenchimento das vagas reservadas".

No total, a Prefeitura deveria ter convocado quatro candidatos negros classificados que obtiveram nota suficiente para não utilizarem a cota racial, além de outros oito pela reserva por cota, totalizando 12 negros classificados. Ao invés disso, foram chamados apenas sete, deixando cinco sem suas vagas.

Um e-mail contendo essas queixas foi enviado para os endereços eletrônicos das escolas municipais de Franca.

O GCN questionou a Prefeitura de Franca sobre os problemas apontados na convocação do concurso público para diretores de escola. Em nota, a administração se limitou a dizer que está apurando o caso, e deu a entender que o problema seria uma suposta fraude na cota racial, não comentando as falhas apontadas na convocação dos candidatos.

"A Prefeitura informa que recebeu o questionamento. A comissão de concursos já está apurando e, caso seja comprovado que o candidato que se inscreveu na cota racial não for beneficiário do direito, as providências cabíveis serão adotadas", finaliza.

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