JUSTIÇA

Dono de escola é condenado por morte de bombeiros em desmoronamento na gruta Duas Bocas

Por Jéssica Reis | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Tragédia aconteceu na madrugada de 31 de outubro de 2021
Tragédia aconteceu na madrugada de 31 de outubro de 2021

O empresário Sebastião Francisco de Abreu Neto, proprietário da escola responsável pelo acidente na gruta Duas Bocas, em Altinópolis, a 80 quilômetros de Franca, que causou a morte de nove pessoas, foi condenado.

A decisão da Justiça é de quatro anos de prisão, por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Francisco também terá que pagar R$ 50 mil a cada um dos familiares das vítimas por danos morais, num total de R$ 450 mil. Ele responderá em liberdade.

A defesa do empresário vai recorrer da decisão, pois acredita que não foi a empresa responsável pelo curso, e sim, o instrutor Celso Galina. Os advogados ainda alegam que o acidente aconteceu por causas naturais, já que a gruta era aberta ao público.

O acidente
O acidente ocorreu em 30 de outubro de 2012, quando 28 bombeiros civis e instrutores participavam do treinamento de salvamento da empresa Real Life.

O roteiro do treinamento dizia que o grupo passaria a noite no local como parte das atividades, porém, por causa de uma forte chuva, o restante do treinamento foi cancelado, mas eles não conseguiram sair da gruta.

Durante a madrugada do dia 31 de outubro ocorreu um desmoronamento do teto de arenito. Dos 28 bombeiros, dez ficaram soterrados e nove morreram.

São eles: Celso Galina Júnior, instrutor responsável pelo curso, Jenifer Caroline da Silva, José Cândido Messias da Silva, Elaine Cristina de Carvalho, Rodrigo Triffoni Calegari, Jonatas Ítalo Lopes, Débora Silva Ferreira, Ana Carla Costa Rodrigues de Barros e Natan de Souza Martins.

O laudo da perícia técnica da Polícia Civil na ocasião apontou que não foram encontrados elementos provocados por ação humana que resultassem no desmoronamento da gruta. Durante a ação dos peritos no local do desmoronamento, foi constatada a presença de manchas de umidade, causadas possivelmente pela forte chuva que ocorreu no dia do acidente, assim como na semana anterior à fatalidade.

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