TRAGÉDIA

‘Pessoa mais iluminada que eu conheci’, diz família de mulher morta em São José

Por Gabriel Campoy | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/Redes Sociais

“Era a pessoa mais iluminada que eu conheci”.

Essas foram as palavras que o filho e a sobrinha usaram para descrever Maria de Fátima Luís de Castilho, mulher encontrada morta queimada e com sinais de violência em um matagal, no bairro Putim, na zona sudoeste de São José dos Campos, na manhã de sexta-feira (28).

Foi o filho, Matheus Castilho, de 21 anos, quem encontrou a vítima já sem vida e com o corpo praticamente todo carbonizado. Segundo o jovem, Maria de Fátima foi para ele “pai e mãe”, já que, como ele próprio disse à reportagem, seu pai morreu em decorrência de um câncer de pulmão antes mesmo de seu nascimento, e a mãe precisou criá-lo sozinha.

Relembre o caso: Mulher é encontrada morta no bairro Putim em São José dos Campos

“Minha mãe fez de tudo nessa vida. Ela trabalhou muito, desde sempre, para poder me criar. Ela foi pai e mãe. Infelizmente, meu pai nos deixou muito cedo, eu nem cheguei a conhecê-lo, o que obrigou que minha mãe fosse forte e trabalhasse o dobro. Eu tenho muito orgulho dela”, disse o filho, visivelmente emocionado, com a voz embargada ao telefone.

O jovem ainda relatou a incredulidade de toda a família com a morte da mãe. “Eu ainda acho que vou entrar pela porta da nossa casa e encontrar ela. É doloroso demais. Todos nós da família estamos sem chão aqui. Ninguém acredita”, afirmou.

Já Karen Machado, uma sobrinha de Maria de Fátima que mora no interior do estado de Minas Gerais, também conversou com a reportagem e disse esperar por justiça pela tia. Ela destacou que, mesmo distante, fazia contato diariamente com a parente. “Minha tia era uma pessoa que não tinha maldade com ninguém. Fizeram crueldade com ela. Espero que a Justiça seja feita”, enfatizou.

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