SOCIAL

Audiência na Câmara discute situação de moradores de rua em Franca

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
N. Fradique/GCN
Barracas tomam conta da calçada do Centro Pop de Franca; situação greve
Barracas tomam conta da calçada do Centro Pop de Franca; situação greve

Debaixo de viadutos, praças, marquises, prédios públicos e particulares. Essa é a situação de Franca sobre moradores de rua. Por que Franca virou a meca para essas pessoas? A política pública desenvolvida na cidade é a ideal? Esses são alguns questionamentos que a Câmara de Franca busca esclarecer com a realização de uma audiência pública nesta segunda-feira, 24, às 20h, no Plenário do Legislativo.

A Câmara convoca o público de maneira geral, além de oficializar convites aos representantes de diversos órgãos, como Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal, Defensoria Pública, Secretaria de Ação Social, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), comerciantes, entidades de classe e profissionais de vários segmentos.

A presença de representantes do poder publico, através da Secretaria de Ação Social, que tem como responsável pela pasta Gislaine Liporoni, e do Ministério Público, são as mais aguardadas para discutir a situação grave que a cidade atravessa, com aproximadamente 700 pessoas em condições de rua registradas na Cadaúnico. Alguns vereadores acreditam que Franca conta com, pelo menos, o dobro desse número de moradores de rua.

O objetivo da audiência é buscar caminhos para o atendimento adequado às pessoas que vivem em condições de vulnerabilidade social e também garantir condições de segurança aos moradores e comerciantes, principalmente na região do Centro Pop, localizado na Vila Formosa, bairro que fica próximo ao Centro da cidade. Na calçada do equipamento há pelo menos 10 barracas instaladas.

O vereador Marcelo Tidy (União) acredita que todos têm direito à liberdade de ir e vir preservado, mas precisa encontrar um caminho para a solução desse problema. “A gente tem acompanhado algumas situações que não condizem com o serviço oferecido. Eu sempre digo, lugar de uma pessoa é dentro de uma casa, com água, luz, alimentação e com condições de higiene pessoal. É importante um diálogo da Câmara Municipal com toda a sociedade para encontrarmos um caminho respeitando sempre a lei, mas tem que ser igual para todos”, disse.

A vereadora Lurdinha Granzotte (União) espera a presença de todos os interessados e dos órgãos envolvidos. “Esperamos todos para uma discussão madura para chegar a um denominador comum para que fique bom, tanto para os moradores de rua, que merecem toda a assistência e vida digna, quanto os moradores que estão sendo prejudicados por algumas atitudes, e recebemos muitas reclamações. Temos que separar os moradores de rua e quem está se aproveitando dessa situação para cometer crimes. A gente sabe que tem as políticas públicas sendo realizadas, mas precisamos de algo objetivo, prático e urgente”.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

4 Comentários

  • Eunice de uma 25/04/2023
    Na rua tuffi Jorge, invadiram um terreno e fizeram um mini favela, e eles frequenta o centro POP, fazem bagunça nas ruas, rasgam sacos de lixo, é sem controle, a prefeitura ou ação social precisa urgente tomar várias providências, e moro no bairro do Centro POP, agradeço
  • Mauro Lopes Urquiza 25/04/2023
    É preciso a participação de representantes da Polícia Militar e Civil. Eles sabem separar o joio do trigo. Cuidado pessoal a coisa é pior do imaginam.
  • Francano 24/04/2023
    GCN ajude com matérias sobre essa situação, o problema se estendeu pela cidade ..mas o centro POP foi onde começou tudo depois que o prefeito incentivou a instalação no local ..moradores e comerciantes da região não aguentam mais , com várias ocorrências de roubos , e baderna ..a polícia faz o seu papel mas não adianta ela sozinha porque os delinquentes estão só aumentando..graças ao sr prefeito .. Popolacao pede socorro e com matérias sobre essa situação na região pode chamar atenção de mais autoridades para retirada do local do centro pop que só trouxe problemas para a regiao
  • Henrique Dagoberto Souza 24/04/2023
    A solução mais concreta e objetiva é: O municipio adquirir uma fazenda e cultiva-la com a mao de obra dessas pessoas. Quer ficar em Franca tem que trabalhar, vagabundear nao. Os orgaos publicos são muito engessados. Pago Iptu, agua, luz, internet, imposto de renda, trabalho a semana inteira pra pagar conta. E essas pessoas recebem auxilio, roubam, mendigam... pelo amor de Deus. Acordem senhores vereadores e prefeito. A populacao ja faz a parte dela que é pagar impostos... o dever dos senhores é resolver essa questao.