NOME SUJO

59,7% das dívidas protestadas em Franca não foram regularizadas mesmo após quitação

Por Jéssica Reis | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
1º Tabelião de Notas e Protestos de Franca, localizado no Centro
1º Tabelião de Notas e Protestos de Franca, localizado no Centro

Mais de 44,3 mil pessoas físicas e jurídicas que já quitaram suas dívidas nos últimos cinco anos, ainda não limparam seus nomes junto aos Cartórios de Protesto de Franca.

O número, que é referente a débitos com os poderes públicos (União, Estado e Municípios) e também com empresas, em especial as de energia, corresponde a 59,7% das dívidas protestadas no período em todo município. É possível, ainda, consultar gratuitamente se um CPF ou CNPJ está protestado em www.protestosp.com.br.

Levantamento realizado pelo Instituto de Estudos de Protesto de Títulos do Brasil – Seção São Paulo (IEPTB/SP) mostra que, nos últimos cinco anos, foram mais de 29,6 mil dívidas protestadas por órgãos públicos, em razão do não pagamento de ISS, IPVA, ICMS, IR, Cofins, multas etc., o que corresponde ao montante de mais de R$ 185,6 milhões.

Deste total, 9,3 mil débitos já foram quitados - correspondentes ao valor aproximado de R$ 24,6 milhões -, mas os devedores seguem com o nome “sujo” em Cartório por não terem feito o cancelamento do protesto.

Já com relação às empresas credenciadas, foram mais de 83,1 mil dívidas enviadas a protesto nos últimos cinco anos, o que corresponde a R$ 29,5 milhões. Do total, mais de 57,9 mil já foram quitadas junto aos credores – um valor correspondente a mais de R$ 14,3 milhões -, mas seus devedores permanecem com restrições na obtenção de crédito, uma vez que não efetivaram o cancelamento da dívida em Cartório.

Cancelamento
É possível realizar o cancelamento desses protestos de forma eletrônica. Para isso, é necessário que o devedor acesse o site www.protestosp.com.br, indique o CPF ou CNPJ, emita e pague o boleto das taxas devidas pelo cancelamento.

Também pelo site, é possível efetuar a quitação de débitos protestados pelo Estado e pelo Município de São Paulo, juntamente com as taxas cartorárias devidas pelo cancelamento. O serviço está disponível do dia 1º até o dia 23 de cada mês.

Segundo o presidente do IEPTB/SP, José Carlos Alves, sem a efetivação do cancelamento pelo devedor, o CPF ou o CNPJ permanece com restrições. “O protesto de uma dívida hoje é gratuito para o credor, não cabendo a este pagar nenhuma taxa pela utilização do serviço que chega a recuperar mais de 65% das dívidas”, explica. “No entanto, cabe ao devedor, aquele que deu razão ao protesto por não cumprir uma obrigação, pagar sua dívida junto ao credor e mais as taxas de cancelamento previstas em lei”, completa.

Um importante alerta a quem vai realizar o cancelamento de protesto é o de sempre dar a baixa da dívida em cartório após pagar o credor, caso contrário o protesto continuará válido e o nome da pessoa ou da empresa permanecerá com restrições na praça.

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Comentários

1 Comentários

  • Gabriel Medeiros 12/04/2023
    Tradição colonial do que de mais atrasado existe no mundo, mas só em países do terceiro mundo, são essas mamatas jurídicas do sistema chamados CARTÓRIOS. Verdadeiras minas de diamantes, disputadas a unhas, dentes e por foras inconfessáveis, esses portentosos privilegiados enchem os bolsos, seus e de outrens, para escreverem em um livro, hoje livros digitais, o que eles propalam aos quatro ventos que, se não está no livro não é de quem comprou e pagou. Peso morto e caro, um peso de papel que custa ouro e que, no atrasado e tradicional costume burocrático português, toma para si e para alguns, o suor de quem trabalhou, poupou e comprou, mas que não é dono se não pagar o quinto para os nababos parasitas que infestam a arcaica burocracia luso-brasileira.