FAKE NEWS

Falsas ameaças de massacres se espalham e instauram medo em pais e alunos

Por Gabriel Garcia | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Eduardo Valente/Secom/Fotos Públicas
Após ataques em escolas de São Paulo e Blumenau (foto), falsas ameaças pipocaram
Após ataques em escolas de São Paulo e Blumenau (foto), falsas ameaças pipocaram

Seja na rede particular ou na pública. Seja uma unidade estadual ou municipal. Ensino regular ou superior. Após os recentes ataques em escolas de São Paulo e Blumenau (SC), boatos e fake news pipocaram nas redes sociais. Em Franca e região, não foi diferente.

O medo se espalhou entre pais e entre os próprios alunos. As falsas ameaças de massacres em escolas da cidade e da região chegam a todo momento nos celulares da população. Há áudios mentirosos que citam, inclusive, matérias do portal GCN, que não existem. Tais mensagens são fake news.

Logo nesssa segunda-feira, 10, nos grupos de WhatsApp circulavam fotos e conversas sobre viaturas em portas de escolas. Nos grupos, as pessoas discutiam sobre a segurança ideal e se a atitude realmente teria algum efeito. A maioria das mensagens era de indagações, insegurança e falta de crença, enquanto poucos acreditavam que as viaturas fariam a diferença.

'Ameaças mentirosas, mesmo assim dá medo'
“A gente sabe que a maioria, se não todas, são fake news, mentiras sem pé nem cabeça que a internet carrega para cá e para lá. Mesmo assim, com os casos recentes de ataques nas escolas e até na creche no Sul (creche de Blumenau), o medo fica óbvio em todo mundo”, diz o universitário Ricardo Oliveira da Silva, 26.

Ricardo é um dos alunos que frequenta a Unifran, universidade que também recebeu “ameaças de ataques” por mensagens diretas a alguns alunos. Até agora, não se sabe de onde partiram as mensagens.

A reitoria da faculdade informou que a instituição não recebeu nenhum tipo de ameaça ou aviso de ataque por nenhum meio oficial de comunicação. Devido ao pedido de vários alunos, a Unifran reforçou o pedido às autoridades policiais para reforçar a segurança na região do campus.

'E se o meu filho não voltar?'
A sapateira Maria Tereza de Andrade, 37, é mãe de um estudante de 14 anos. Hoje, o filho está em casa, sem frequentar a escola. A mulher já avisou a escola sobre sua decisão. Segundo ela, o momento atual é delicado e prefere manter a segurança dele em sua residência.

“Essas coisas são uma reação, acontece aqui e pode acontecer ali. Enquanto eu não me sentir segura de mandar ele para a escola, não vou mandar”, afirmou a sapateira. “Se acontecer alguma tragédia? E se alguém fizer alguma maldade? E se o meu filho não voltar?”, finalizou, com preocupação.

Escola do Sesi 
Em uma carta aberta aos pais, o Sesi-SP se posicionou diante aos atentados e clima de insegurança que se espalha entre os pais de aluno. “O Sesi reitera a atenção e acolhimento para com os alunos e reconhece a confiança que as famílias depositam em nossa missão”, informou.

Na cartam, a instituição informa que as medidas de segurança foram reforçadas, também com investimento na atenção aos alunos, com profissionais de pedagogia e psicologia.

Rede Municipal
Segundo a Secretaria de Educação de Franca, existe um total de 16.824 estudantes nos ensinos infantil, fundamental e EJA, em 54 escolas municipais, além de 11.535 crianças em 84 creches.

Foi informado pela Prefeitura de Franca que a Secretaria de Educação reforçou a orientação para as escolas e creches manterem os portões fechados. Os pais e responsáveis são orientados a deixarem e buscarem os filhos nas portas das unidades.

No caso dos berçários e maternal nas creches, é permitida a entrada apenas dos pais. Também foram adquiridos e serão instalados a partir desta semana vídeo-porteiro nas unidades.

Rede Estadual
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo afirmou que frequentemente atua em parceria com as redes de proteção do Estado e do Município, como Caps (Centro de Atenção Psicossocial), Conselho Tutelar, Vara da Infância e Juventude e Polícias Civil e Militar para solucionar conflitos no ambiente escolar.

Segundo o Estado, as escolas contam também com patrulhamento da Ronda Escolar. E, em casos de ameaças, os gestores das unidades registram boletim de ocorrência para que as autoridades competentes possam realizar a investigação, além de ter um trabalho de inteligência que ajudam a mitigar novos ataques.

Franca tem 56 escolas estaduais e atualmente abriga um total de 29.299 alunos. A relação de números contabilizou alunos dos ensinos fundamentais, iniciais e finais, além dos períodos matutinos, vespertinos, integrais e noturnos.

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Comentários

4 Comentários

  • Antonio 11/04/2023
    \"gui\" Num país minimamente sério, seu comentário não seria publicado.
  • Marcos 11/04/2023
    Se liga \"gui\".... vai achar uma rola para se coçar... não tem nada a ver o que vc está comentando.
  • Indignada 11/04/2023
    As redes sociais viraram terra sem dono! Postam um monte de bobagens e as pessoas de limitam a compartilhar sem nem ao menos se atentar para a veracidade da informação. As pessoas ficaram preguiçosas, apertam o compartilhar e pronto!! A maior forma de segurança é a informação, converse com seus filhos, se interessem pela rotina escolar, observe o comportamento do seu filho! A maior forma de prevenção é essa! Antes de qquer coisa os jovens e adolescentes dão sinais no comportamento, cabe aos pais estar atentos!! Além de que, quem pretende fazer qquer \"ataque\" não vai anunciar com antecedência!!
  • gui 11/04/2023
    Parabens aos Patriotas - Homens de Familia que pregam e pregaram tanto ódio nos ultimos anos . Parabens... vcs realmente são um exemplo pra nossas crianças . BANDO DE HIPOCRITAS !