O sistema de regulação de vagas de internação hospitalar em Franca, que gera filas de espera de vários dias, tem nova data para mudar, segundo a proposta do Governo do Estado de São Paulo. Na próxima quinta-feira, 13, no Palácio dos Bandeirantes, às 10 horas, haverá o lançamento do projeto de regionalização da Saúde de São Paulo com a assinatura do Termo de Cooperação com a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) e a presença anunciada do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do secretário da área, Eleuses Paiva.
No dia 21 de março, o vice-governador do Estado, Felício Ramuth, esteve em Franca, quando antecipou em entrevista exclusiva ao portal GCN/Sampi e à rádio Difusora que um estudo para a regionalização dos serviços estava em andamento na área estadual. Nesta quinta-feira, 6, ocorreu uma reunião na Secretaria de Saúde do Estado, na capital, com a presença do secretário Paiva.
Logo após o encontro, foi anunciado que a mudança do sistema ocorrerá na próxima semana, sendo que as medidas implantadas nas DRSs (Diretoria Regional de Saúde) de Franca e de Ribeirão Preto serão consideradas "modelo" pelo governo estadual.
Atualmente, a regulação de vagas na rede pública é controlada pela Cross (Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde), em São Paulo, mas o serviço prestado vem sendo alvo de muitas críticas na população.
Em Franca, o número de pacientes em unidades de saúde à espera de uma vaga na Santa Casa chega a uma média diária de 35 pessoas, com relatos de pacientes que ficam até cinco dias "internados" nas unidades de pronto atendimento aguardando remoção, e até registro de mortes nesse tempo de espera ou no início do tratamento.
“O objetivo é melhorar o sistema que é responsável pela distribuição de pacientes para serviços do SUS, como consultas, exames e cirurgias, nas áreas de atendimento hospitalar e ambulatorial", disse a deputada estadual Delegada Graciela (PL), também presente à reunião nesta quinta-feira, 6. "Com a regionalização, o governo acredita que a regulação de vagas, não só para a Santa Casa, mas também para hospitais da região, vai se tornar mais rápida e eficiente”.
O que disse o vice-governador
Em Franca, o vice-governador informou que há 5 mil leitos ociosos em todo o Estado e que o serviço está mal distribuído. “Infelizmente, o que a gente tem visto é uma má distribuição de leitos, com muitos leitos ociosos no Estado. Durante a pandemia eu tenho certeza que Franca tinha mais leitos disponíveis do que tem hoje. Mais de 5 mil leitos já foram detectados ociosos no Estado, que teriam toda estrutura, com custeio, para retomar a utilização. Não precisa construir nada novo. A gente acredita nessa reengenharia dos leitos e dos atendimentos, inclusive sobre cirurgias eletivas”, disse Ramuth.
Felício Ramuth disse que o Estado tem que usar a criatividade e que o sistema de regulação de vagas será alterado. “Temos que regionalizar a Cross (Central Reguladora de Ofertas de Serviços de Saúde). O sistema era para ser inteligente, mas não é. Eu conheço porque fui prefeito (de São José dos Campos). A determinação do nosso secretário de Saúde é que o serviço seja regionalizado da forma correta. Também tem muitas Santas Casas mal administradas, onde tinha desperdícios de recursos e a gente conhece várias histórias. Mas Santas Casas bem administradas, bem geridas e profissionalizadas, têm que existir essa relação de equidade com também as Organizações Sociais (OS)”.
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