CARRO NOVO

Com Strada, Onix e HB20 entre os preferidos, mercado de novos esquenta em Franca

Por Pedro Baccelli | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
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Procura por carro zero aumenta em Franca
Procura por carro zero aumenta em Franca

Falta de modelos a pronta-entrega, seis meses de espera e sequenciais aumentos de preços – esse retrato do mercado de carros novos foi deixado para trás em 2022. A realidade agora é bem diferente.

Apenas nos dois primeiros meses deste ano, 303 carros novos foram vendidos em Franca, segundo dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores). Desses, 152 veículos foram vendidos em janeiro, e 151 em fevereiro.

Alguns fatores foram cruciais para o alto número de vendidos, entre eles, os preços dos automóveis novos que estagnaram e a valorização dos preços dos seminovos.

"Ele (carro zero) estava subindo, em média, 1,5% a 2% por mês. Agora, deu uma segurada e não está subindo mais. Os carros usados, como a tabela Fipe está muito alta, (o preço) ficou próximo do carro zero", explica o gerente da Cruzeiro Automóveis, Cildo Chieregato.

Cildo notou 15% de aumento na procura nos primeiros meses comparado com o final do ano passado. Em média, oito carros zero quilômetro são vendidos por mês na concessionária.

Os carros flex são os preferidos, enquanto aqueles que usam diesel são os "evitados" pelo público. "O carro diesel deu uma parada nos preços, as caminhonetes pararam um pouco, porque esse negócio de roubo fez para de vender".

Queridinhos do público
Líder em vendas no país no último ano, a Fiat Strada segue abrindo vantagem para os concorrentes como veículo mais procurado na hora da compra.

"Esses três dias que estou trabalhando na feira, vendemos até agora 45 carros. Destes, 32 são Stradas de modelos variados", disse o diretor comercial da Fiat Alpinia, Leandro Castro.

Além da picape, a Fiat Touro, o Chevrolet Onix e o Hyundai HB20 também estão entre as preferências do consumidor. Na Alpinia, em média, 50 a 60 veículos são vendidos mensalmente, variando de R$ 68 mil até R$ 210 mil.

HB20 que foi comprado por Mateus Faciroli, de 21 anos. "Foram três meses pesquisando qual carro que era melhor".

"Escolhi o carro pela oportunidade de mercado e por ser econômico, seja em peças ou pelo próprio abastecimento. Como muita gente tem, a mão de obra é mais barata caso quebre", completou.

Leandro afirma que o financiamento ainda é a principal forma de pagamento e faz ressalvas. "Com uma entrada boa e financiando uma pequena parte. Taxas especiais, condições do veículo novo é melhor que um semi-novo", finaliza.

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