AGRESSÃO

Testemunha diz que homem agredido no PS 'queria ser atendido rápido e estava alterado'

Por Hevertom Talles | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
Reprodução
Homem de 51 anos foi agredido por guarda municipal no Pronto-socorro “Álvaro Azzuz”
Homem de 51 anos foi agredido por guarda municipal no Pronto-socorro “Álvaro Azzuz”

Um vigilante de 32 anos presenciou a agressão de um Guarda Civil Municipal a um paciente na noite desta quinta-feira, 23, no Pronto-socorro “Álvaro Azzuz” e relatou como aconteceu a situação.

Romário Alves Oliveira Vicente relata que estava na unidade de saúde procurando atendimento médico e que chegou ao mesmo tempo em que o homem de 51 anos que foi agredido também chegava ao pronto-socorro.

“Parece que ele já estava meio alterado, meio embriagado. A gente passou na triagem, eu passei primeiro, depois ele veio e a gente foi lá para esperar ser chamado. Do nada, ele começou a se alterar, xingar as pessoas, xingar o prefeito - 'Cadê o prefeito?' -, falando mal da saúde, que ele estava com câncer”, disse Romário.

Ele acrescentou que o homem, antes de ser agredido, ficou falando por cerca de 25 minutos e reclamando no local. Também teria ofendido um guarda municipal que estava sozinho e dito que o servidor público era "guardinha de merda e que ele pagava o salário do guardinha", relata Romário.

O clima teria esquentado após a chegada do guarda municipal que agrediu o paciente. Uma suposta solicitação de uma enfermeira, para que retirasse o homem que estava provocando tumulto, culminou na agressão.

Romário comenta que cerca de seis pessoas ficaram indignadas com a situação das agressões e o restante dos pacientes que aguardavam ficaram quietos.

Segundo Romário, o homem agredido chegou ao pronto-socorro e “queria ser atendido rápido, reclamava de dor e que estava com câncer”.

O vigilante que presenciou o caso destaca o seu ponto vista. "Ninguem também é obrigado a ser ofendido igual ele estava sendo, só que também não justifica o rapaz ter agredido daquele jeito. Ele perdeu a razão dele na hora que agrediu", comenta.

Após as agressões, a Polícia Militar foi acionada e compareceu ao local registrando a ocorrência.

Um boletim de ocorrência também foi registrado na Polícia Civil como desacato e o caso deverá ser investigado. Também foi pedido um exame de corpo de delito na vítima por contas das agressões.

O guarda civil seria afastado das funções no pronto-socorro e, segundo a Prefeitura de Franca, será aberto um processo de sindicância para apurar o que teria motivado a agressão do servidor público ao paciente.

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Comentários

4 Comentários

  • ALEX JAIME NUNES JAIME NUNES 24/04/2023
    não justifica esse tipo de agressão em um cidadão , da tapa na cara e uma covardia, injustificada .tem que investigar a situação, o rapaz com cancer estava errado sim ,claro, mais agressão não pode ser tolerada,
  • Darsio 25/02/2023
    Não devemos aprovar esse tipo de agressão e, o funcionário público, tal como qualquer outro profissional da iniciativa privada, deve manter uma postura eticamente compatível com o que se espera dos seus serviços. Todavia, é ridículo e covarde o discurso de que funcionário público pode ser xingado e humilhado porque simplesmente pagamos os seus salários. Oras! E, o funcionário público também não paga impostos? Aliás, muitos deles nem poderiam sonegar caso desejassem e como muitos da esfera privada fazem, pois o imposto de renda é diretamente descontado em sua folha de pagamento. Logo, o funcionário público também paga pelo Bolsa Família, pelos médicos e hospitais, pelas escolas, moradias populares, pela coleta de lixo, iluminação ´´pública etc. que, como se sabe atendem a toda sociedade. Enfim, o servidor público deve ser sim cobrado, mas isso não dá o mínimo direito do cidadão em humilhá-lo ou ameaçá-lo de violência. E, por fim é importante salientar que esse funcionário público, diferente de muitos que se acovardaram nos estudos e ridicularizaram o espaço formador de uma escola, sacrificou muitas coisas para estudar e se preparar para um concurso público. E, repito: ele dever ser cobrado por qualidade e respeito no exercício de sua função, mas respeitado. Afinal, em 13 de maio de 1888 a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea e, portanto, não existe mais escravidão. Ao menos no papel!!
  • Tiago 24/02/2023
    Não é motivo para bater no homem,os guardas temtem estudos e formação aí não sabem lidar com as pessoas si chegar uma senhora de 80 anos lá exaltada eles vão bater nela pode ser assim não
  • Rose 24/02/2023
    Acredito que com dor altera mesmo. Deveriam ter agilizado o atendimento e não aumentado as dores do paciente.