DOR E JUSTIÇA

Saudade e revolta: familiares e amigos de Lucas se reúnem na praça contra 'impunidade'

Por Gabriel Garcia | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Gabriel Garcia/GCN
Manifestação na praça Nossa Senhora da Conceição para lembrar o acidente que tirou a vida de Lucas Eduardo Honório Miquellaci
Manifestação na praça Nossa Senhora da Conceição para lembrar o acidente que tirou a vida de Lucas Eduardo Honório Miquellaci

Tristeza, saudade e revolta pela injustiça. Estes foram os sentimentos expressos na praça Nossa Senhora da Conceição, em Franca, na tarde deste sábado, 18, em manifestação após o acidente que tirou a vida de Lucas Eduardo Honório Miquellaci, de 24 anos.

O ato em praça pública reuniu familiares e amigos do casal que também morreu em acidente semelhante – Taís e Guilherme. As orações, discursos e palavras demonstraram revolta contra a situação, que, segundo eles, favorece os “poderosos”.

Henri Bonamim, mãe de Lucas, e a sua irmã, Mariane, com discursos e cartazes, marcaram a memória do músico na praça.

"A gente decidiu fazer essa manifestação para preservar a memória do Lucas. A pessoa que fez isso com o meu irmão é um assassino e pronto para fazer com qualquer outra pessoa”, disse Mariane, que se segurava aos prantos, mantendo-se firme, sempre dizendo que Lucas a apoiava a nunca se manter calada, e que esta era uma destas ocasiões em que deveria demonstrar o poder de suas palavras.

No peito da mãe, duas coisas estão cravadas: saudade do filho do qual tanto se orgulha de ter compartilhado 24 anos ao seu lado, e uma sensação de injustiça pelo causador do acidente não estar preso pagando por retirar a vida de uma pessoa.

“É um sentimento de revolta essa impunidade, parece que nada é feito, ele tirou uma vida, é um assassino. O assassino do meu filho, foi um acidente, mas foi por causa da atitude que ele tomou, de pegar o carro, beber e fazer uma ultrapassagem em local proibido e em alta velocidade”, disse Henri.

“Sei que a justiça divina será feita, mas a justiça aqui na Terra também deve ser feita. Minha revolta é saber que embora condenado, não será punido como deveria. Porque ele pode continuar fazendo isso com outras pessoas. Quantas outras famílias vão passar pela mesma situação que a nossa?”, indagou a mãe. “Lucas foi um menino muito bom, bom irmão, um bom filho e amigo. Quem conhece o Lucas sabe o homem que ele estava se tornando, trabalhador. Ele lutava por justiça, pelo meio ambiente e as causas animais – ele sempre buscou lutar”, finalizou.

Clivers Meireles, designer gráfico, de 23 anos, se sensibiliza com a situação de Lucas. “Eu vi a reportagem dele, não conhecia e não era amigo, mas fiquei muito chocado e comovido. Fiquei pensando: ‘E se fosse eu?’, então eu gostaria que as pessoas fizessem isso por mim também”, explica Clivers, que fotografava a ocasião e registrava momentos tocantes de todos ali presentes. “A sensação é de impunidade”, pontuou.

Além da roda de conversa e as manifestações, foram colados cartazes na barricada de segurança da Concha Acústica, que diziam: “Prezadas autoridades! Está na hora de rever nossas leis. Elas precisam ser mudadas para que situações como a do Lucas, do Guilherme e da Thaís não aconteçam.

Leia mais:
Caso de Taís e Guilherme – Familiares choram mortes nas rodovias e vivem com sensação de impunidade

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Comentários

2 Comentários

  • Jennifer 03/03/2023
    Perdi minha mãe aos 15 anos do mesmo modo. Não é acidente, a pessoa bebeu e saiu dirigindo, é assassinato.
  • Valdineia Rosa de Souza 18/02/2023
    Estou passando pelo mesmo problema queria muito me juntar a essas familias,no dia 8.8.2022meu esposo foi atropelado,morto e abandonado na rodovia Ronan Rocha e ate hoje o covarde nao apateceu bateu na traseira da moto dele e fugiu,foi bem no dia que nosso neto completava 4 anos,tenho 4 filhos preciso trabalhar e nao tenho condicoes financeiras para pagar uma investigacao,meu esposoera muito conhecido pois trabalhou por 19 anos em um estacionamento ao lado do banco do brasil,um homem alegre sempre de bem com a vida e pronto a ajudar qualquer pessoa que precisava dele.so eu e Deus sabe o que estou passando,por isso deixo meu carinho a toda essas familias,ate hj nenhuma autoridade entrou em contato comigo nao sei se estao investigando.e muito triste tudo isto.o nome do meu esposo e Paulo Sergio Moreira (Paulim Santista)ou Paulim B.B.