OUTRO LADO

Cervejaria interditada em Franca se defende: 'Somos uma empresa séria'

Por Jéssica Reis e Pedro Baccelli | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Pedro Baccelli/GCN
Policiais civis durante operação dentro de cervejaria no Distrito Industrial na quinta-feira,16
Policiais civis durante operação dentro de cervejaria no Distrito Industrial na quinta-feira,16

Um caso envolvendo a produção de chope em Franca chamou atenção da população francana na quinta-feira, 16, no Distrito Industrial. Uma cervejaria foi acusada de colocar sua bebida em barris de outra cervejaria e vender como se fosse original. Na ocasião, a fábrica foi interditada em uma ação conjunta entre a Vigilância Sanitária e a Polícia Civil.

O caso ganhou repercussão, e o advogado da empresa entrou em contato com a reportagem do GCN. “Estamos sendo acusados de vender nosso chope como se fosse da Ambev. Mas na verdade o barril é um vasilhame descartável, retornável e circulável. Não há legislação que impeça o uso desses vasilhames desde que nosso rótulo esteja no produto. Tínhamos o nosso rótulo tanto na cerveja como no chope. Atendemos outras 14 marcas para realizar envasamento. A forma como as informações foram divulgadas é prejudicial à nossa empresa, que está toda regularizada. Nenhuma ilegalidade foi comprovada durante a operação”, disse o advogado Thiago Rodrigo da Costa, representante da Cervejaria Campisi.

Segundo ele, a situação junto à Vigilância Sanitária e a Polícia Civil está sendo regularizada. “Nossa empresa presta serviços de envasamento para outras cervejarias. Mas todo o nosso trabalho é sério. Todos os produtos da nossa fábrica saem devidamente embalados com nossas logos, não podemos nos responsabilizar se algum cliente falsificar um rótulo depois que o produto saiu da nossa fábrica. Jamais faríamos algo ilícito. Temos 27 funcionários que dependem desse trabalho”, disse o advogado em nome dos donos da empresa.

Ele ainda esclarece que a empresa possui todos os alvarás necessários para o funcionamento adequado. “Temos alvará do Corpo de Bombeiros, licença da Cetesb, Certificado de Registro e Autorização do Ministério do Abastecimento. Tudo em dia e legalizado. Nunca funcionamos sem qualquer tipo de licença”, enfatizou. A empresa já está em funcionamento normal.

Nota da empresa
A empresa Cervejaria Campisi emitiu a seguinte nota de esclarecimento:

"A Cervejaria Campisi, situada na cidade de Franca/SP, empresa que envasa o líquido de chopp para várias marcas famosas da região, após operação da Vigilância Sanitária e Polícia Civil na data de ontem, voltou a funcionar normalmente hoje, após comprovação de que não há irregularidades, conforme noticiado pela mídia, e muito menos falsificação ou adulteração de produtos da marca Ambev. Após reunião nesta tarde com o chefe de Vigilância Sanitária Sr. Caio Cesar de Carvalho, o mesmo entendeu que, com base na documentação apresentada pelo corpo jurídico da empresa, e principalmente as licenças e certificados válidos e vigentes (Corpo de Bombeiros/Vigilância/CETESB), e ainda a ausência de indícios de falsificação, a empresa estaria apta a voltar a funcionar, retornando às atividades normais a partir deste momento. A Cervejaria Campisi é uma empresa idônea e séria, e não compactua com qualquer tipo de irregularidade, tampouco falsificação e adulteração de produtos de outra marca. Possui zelo com sua fabricação e respeito aos seus 27 funcionários diretos e mais de 150 indiretos. Ante as notícias distorcidas veiculadas pela mídia, faz-se necessário a presente nota."

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Comentários

9 Comentários

  • Paulo 17/08/2024
    Aqui na zona norte de São Paulo em um parque florestal, tem uma Kombi que comercializa esse chopp Campisi, para mim ele é melhor até que os comercializados pela Ambev. Conheço essa Kombi já fazem mais de 2 anos e o comerciante que lá atua sempre informou a marca como Campisi.
  • José 22/02/2023
    A AMBEV jamais autorizaria outra cerveja utilizar seus barris, por isso mesmo a marca vem em relevo. Muito estranho, já vi casos parecidos e o barril era produto de furto, pois após a vida útil do barril ele é recolhido de destruído pela AmBev.
  • Luciano Feydit 21/02/2023
    Conforme esclarecimento dos advogados da empresa eu entendo não existir anormalidade em utilizar os barris,o mesmo correndo com embalagens fracionadas retornáveis desde que sejam rotuladas com identificação do fabricante.
  • Jorge Ayala 20/02/2023
    Como sempre esses departamento como a secretária de vigilância sanitária, comete erro eles poderiam verificar os documentos antes de divulgarem erro com esses empresários e quem paga o prejuízo?, Essas prefeitura querem só Ambulantes geram voto e emprego? E uma vergonha este país.
  • Tórrico alvarez 20/02/2023
    Uma coisa é certa se a empresa realmente é séria, fica seriamente comprometida a sua imagem utilizando logo AMBEV, compromete a sua imagem, se é que entendem.
  • Israel Souza de Oliveira 20/02/2023
    Já comprei vários chopps de marcas diferentes no barril da AmBev sempre com a logo do chopp que estou comprando nunca vi nada de mais nisso pois intendo que e um vasilhame reutilizável tinha então que proibir vasilhames com logos entalhados e ser sempre p
  • JOAO PAULO 19/02/2023
    AFINAL QUEM ESTA ERRADO. A POLICIA A VIGILANCIA SANITARIA OU A EMPRESA. FAVOR INFORMAR-NOS.
  • WILIAN ANTONIO BRAGA 18/02/2023
    Empresas pequenas q começa a crescer e incomodar estas cervejas horríveis da AmBev são perseguidas .
  • Márcio Castellani 18/02/2023
    O pré julgamento quase sempre leva ao erro.