Uma pessoa foi estuprada, em média, a cada cinco dias em Franca no ano passado, segundo balanço da Secretaria de Segurança Pública (SSP). Foram 75 casos, sendo que 55 deles foram praticados contra vulneráveis.
Os meses de dezembro e outubro contabilizaram os maiores números em 2022, ao fecharem com 12 e 9 estupros, respectivamente. No outro lado da balança, estão maio e julho, com 2 cada.
Comparado com 2021, quando foram registrados 84 casos, o número caiu 12%. Naquele ano, foram 53 estupros contra vulneráveis.
A delegada de polícia Juliana Paiva, responsável pela DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Franca, explica que o estupro pode acontecer de diferentes formas. Além da penetração carnal com o órgão reprodutor, passar a mão nas regiões íntimas da vítima, por exemplo, é considerado estupro.
“São atos que são mais difíceis de ser comprovados, porque o exame de corpo de delito, não há como deixar vestígios”, ressalta.
Grande parte destes crimes é cometida por pessoas que são conhecidas das vítimas e familiares. “Percebemos que a maioria dos crimes de estupro de vulnerável é ocorrida no seio familiar e doméstico”.
A partir do momento em que chega uma denúncia aos policiais, a vítima passa por uma escuta profissionalizada. Familiares e, quando necessário, professores também são ouvidos para o levantamento de informações. “Muitas vezes o assunto, o tema e a primeira suspeita são notados pelos professores, por outros ambientes que a criança (tem convívio)”.
“São crimes extremamente graves e que merecem todo o esforço e empenho investigativo”, finaliza.
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Comentários
1 Comentários
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Juca 23/02/2023Infelizmente, o estimulo para isso está na pornografia e nas drogas lícitas ou ilícitas. Em quanto tudo isso for de fácil acesso. Só orando