Transporte público escolar para as crianças e adolescentes que moram no complexo do Copacabana, no bairro Jardim Bonsucesso, na região Oeste de Franca, é tema de reivindicação dos pais.
No bairro, existe apenas uma escola municipal de 1ª a 4º série, e os alunos que precisam dar sequência na 5ª série até a conclusão do ensino médio se deslocam para as escolas de outros bairros.
As escolas Israel Niceus Moreira, no Santa Efigênia, Maria do Carmo Silva Ferreira, no Jardim Zelinda, e Hélio Palermo, no Jardim Dermínio, são as escolas que recebem os alunos, todas com uma distância média de 2,5 km.
Elaine Rocha, de 39 anos, relata que o medo de que algo possa acontecer com o filho Marcos Vinicius Rocha de Souza, de 15 anos, é preocupante e por isso ele estuda de manhã na escola Hélio Palermo.
“Queria arrumar um emprego de menor aprendiz para ele, mas aí precisaria estudar à noite”, comenta Elaine, que teme ter medo com o descolamento da ida e volta de Marcos para a escola, e por isso mantém ele no período da manhã.
Segundo ela e outras mães, o transporte escolar já foi oferecido pela ex-gestão da prefeitura, mas a atual administração suspendeu o serviço.
“De manhã, chovendo, ele não vai. Já era para esses meninos terem transporte escolar. Foi tirado quando o Alexandre entrou”, disse Elaine, que pontuou que o serviço já foi oferecido por dois anos.
Ela sinaliza que procurou o prefeito e que o chefe do Executivo teria dito que tirou o transporte escolar justificando inviabilidade.
Já o jovem Isac Gabriel Camilo Lima, 16 anos, estuda no período da noite na escola Maria do Carmo, no Zelinda, e depois que aconteceu um acidente nas imediações da escola que tirou a vida de um jovem em 2022, não retornou os estudos.
“Tomou trauma por conta do acidente que aconteceu próximo da escola e abandonou”, comenta a irmã, Caroline Camilo Lima, 22 anos. Segundo ela, Isac ficou com medo de ir por conta do local ser escuro, e ter que passar no meio dos carros durante o trajeto para a escola.
Uma mãe comenta que já teve casos de tentativa de estupro e que alguns alunos que não querem dar a volta na ponte que liga os bairros, atravessam por um cano de esgoto para encurtar o caminho, entretanto a insegurança preocupa.
“Já teve caso de tentativa de estupro no caminho da escola. De dia já é perigoso, imagina à noite”, relatou a mãe.
A manicure Viviane Teles Da Silva, 30 anos, relata que o filho de 16 anos estuda na Hélio Palermo à noite e diz que a prefeitura “tem que olhar para as crianças e pros adolescentes e tem que voltar o transporte escolar”.
Posição da prefeitura
A Prefeitura de Franca emitiu a seguinte nota: "A Secretaria de Educação informa que os estudantes matriculados até o 5º Ano, do Ensino Fundamental, são atendidos na EMEB (Escola Municipal de Educação Básica) 'Prof. Nelson Damasceno'. No caso das escolas estaduais, a distância é inferior ao que contempla o convênio firmado com a Secretaria Estadual de Educação."
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