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Após temporal em Franca, comerciantes promovem limpeza e contabilizam prejuízos

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
N. Fradique/GCN
Equipes de limpeza dos estabelecimentos próximos aos córregos tiveram muito trabalho na parte da manhã desta quarta-feira
Equipes de limpeza dos estabelecimentos próximos aos córregos tiveram muito trabalho na parte da manhã desta quarta-feira

Depois do temporal em Franca, ficou o rastro de sujeira e destruição, além de muito trabalho aos comerciantes e às pessoas que têm suas atividades nas avenidas às margens dos córregos Cubatão e Bagres. A parte da manhã desta quarta-feira, 1º, foi reservada para a limpeza geral e reparos das vias públicas.

As regiões mais afetadas pelos transbordamentos dos córregos causados pelas fortes chuvas que caíram na cidade na tarde dessa terça-feira, 31 - por cerca de uma hora - foram as avenidas Hélio Palermo na junção com a Antônio Barbosa Filho, e na Alonso y Alonso, nas proximidades da rotatória da Automec.

O comerciante Evaldo Luís Vilhena Carvalho, 42 anos, proprietário da loja Evaldo Veículos, que fica no local mais crítico da avenida Antônio Barbosa Filho, relata que o problema de alagamento é antigo e a enchente dessa terça-feira chegou a assustar.

“Quando chove, é uma preocupação grande. Além dos desgastes, do prejuízo, fica a preocupação com as pessoas também. Ficamos ilhados com as duas portas da loja para a avenida sem poder abrir. Quando chove forte, alaga tudo”, disse Evaldo. No momento da chuva dessa terça, a água subiu tanto que ele e um colega de um estabelecimento vizinho chegaram a segurar a porta da sua loja, de blindex, com receio de ela se quebrar.

Evaldo conta que alguns motoristas se arriscaram em passar na área alagada e ficaram presos em meio a tanta água. “Muitos carros tentaram passar. Caminhões até conseguiram, mas outros carros menores foram arrastados pela correnteza. Um Palio chegou a ser levado pela água só parando ao bater em um poste”.

As equipes de limpeza das lojas e estabelecimentos foram as que mais tiveram trabalho nesta quarta-feira pela manhã.

Em outra loja do ramo de consórcio que fica nas proximidades na mesma avenida, a terra levada pela correnteza chegou a invadir o pátio do prédio. “Quando ocorrem essas enchentes, é muito difícil, porque fica muita sujeira e dá muito trabalho. Causam estragos e prejuízos às empresas. É sempre assim, eles (poder público) precisam tomar providências. Toda vez que chove forte, é isso que acontece. Só Deus na causa”, disse a Taís Pereira da Silva, 27 anos, da equipe de limpeza da empresa Âncora Consórcio.

Além da sujeira e entulhos nas bocas de lobos das vias, a enchente desta terça-feira causou estragos no asfalto da avenida Antônio Barbosa Filho, abrindo um buraco de aproximadamente quatro metros, derrubando um gradil de proteção de uma das pontes da mesma avenida.

Evaldo mostra que a água entra pelo menos dois metros em sua loja de veículos
Evaldo mostra que a água entra pelo menos dois metros em sua loja de veículos
Parte do gradil de proteção da ponte da avenida foi arrancada pela correnteza da água
Parte do gradil de proteção da ponte da avenida foi arrancada pela correnteza da água

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